Do lado de cá,
nunca do outro lado
se faz o esforço de entender
o lado dos universos,
o polido
o lado negro e a luz diferente
que se reflecte ou se engole
enrolando lenta
o entender de nunca
o fazer
domingo, 16 de abril de 2017
Espera
Para onde
se somem as ideias?
ilusão de as ter
visionadas como tiques
repetidos
e nem assim aprendidos
de que palavras são feitas
estas faíscas
de pensar que se pensa
neste ocupar da espera
olhando o cruzar e descruzar
do olhar
e das pernas o cansar'
se somem as ideias?
ilusão de as ter
visionadas como tiques
repetidos
e nem assim aprendidos
de que palavras são feitas
estas faíscas
de pensar que se pensa
neste ocupar da espera
olhando o cruzar e descruzar
do olhar
e das pernas o cansar'
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Ter ou não ter
O silêncio tem por vezes
a cara gritante
de o ser, ser
mascara que engole os rostos todos
ser
silêncio
sem mascaras
engolindo pausas que respiram
o silêncio
o silêncio
tesouro de poder ser
de poder ter
tudo e o nunca
por vezes em silêncio
às vezes
caindo suavemente
no universo
no deserto
num P 38 trespassando arcos
de cores transparentes
de tempo
sem tempo
terça-feira, 11 de abril de 2017
O negro do branco
Conciliar as diferenças
nivelando-as na tolerância
e deixando correr o tempo
que esbate as cores e desgasta as formas
enquanto os sonhos grandes
e as ilusões pequenas
se unem
e se perdem em cada instante
das importâncias
que se recuperam
todas
no fim
nivelando-as na tolerância
e deixando correr o tempo
que esbate as cores e desgasta as formas
enquanto os sonhos grandes
e as ilusões pequenas
se unem
e se perdem em cada instante
das importâncias
que se recuperam
todas
no fim
...................
Oceano de cor
de afogar dentro
o exterior do momento
impressão de cada instante
sensações ao relento
mergulhar o olhar em cada cor
diluindo formas, na cor de cada uma
cor a cor como traços, marcas
de robinson ido
de afogar dentro
o exterior do momento
impressão de cada instante
sensações ao relento
mergulhar o olhar em cada cor
diluindo formas, na cor de cada uma
cor a cor como traços, marcas
de robinson ido
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Entretanto
Sentir como dias que nascem
as noites que começam
ligando dias e vidas
distâncias e pensamentos
ilusão de ser parte
areia que se molha
e depois seca
no eterno molhado
no sempre seco
sensações arrastadas
variações e fugas
de um caminho sempre igual
variando infinitamente
no laço que se prende
à corrente que rola e não pára
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Sem titulo
As pessoas vão
os lugares mudam
nada regressa
e as partidas
são recomeços constantes
a poesia é a nostalgia
de correr os olhos por dentro
enquanto tudo por fora
corre
e dentro se guarda
as parcelas de as conseguir
guardam-se no acabado
deste conjunto inacabado
oceano de gotas
maré de encher o que nunca vaza
os lugares mudam
nada regressa
e as partidas
são recomeços constantes
a poesia é a nostalgia
de correr os olhos por dentro
enquanto tudo por fora
corre
e dentro se guarda
as parcelas de as conseguir
guardam-se no acabado
deste conjunto inacabado
oceano de gotas
maré de encher o que nunca vaza
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