Uma rede fina
de palavras suavemente agarradas
desliza vidas, sonhos que se fazem
como areia escorrendo palavras
da ampulheta que se vira e revira
fazendo mais fina, a palavra que tomba
areia de sentidos infinitos
plena pela metade
que conta o vazio de encher.
Malha fina entrelaçando milhões
laço de verdades mariposas peixes
enredando vontades, verdades, ilusões
a verdade é um rio que nunca desagua
corre nem sempre manso
no leito atrito do eterno
no que desfaz
no que faz
lento
repouso do tempo.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
quinta-feira, 9 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Ao tempo que passa, minúsculo, maravilhoso 9 Analogias de tudo e de nada.
49
De areia se fazem construções
e dunas que o vento lambe
e move constante
no oficio de ser vento
e não temer da areia os grãos
minúsculos
que emperram engrenagens
e de cabeça em cabeça
se fazem tão confusos
de nunca serem os mesmos
nunca
que o vento moveu
e a cabeça acolheu
para que nunca pareça
que eram os mesmos
que o vento moveu
indiferente
e a cabeça acolheu
inconsciente.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
9 ANALOGIAS de TUDO e de NADA.
11
“Alguns pintores transformam o Sol em mancha amarela,
outros transformam a mancha amarela no Sol.”
Para que no fim
tudo sejam manchas
mesmo o Sol
que me ofusca excessivo
e quente
deixando a cabeça repleta
de manchas coloridas
violetas
de um arco-íris
incapaz do regresso
ao branco
que na cabeça pulsa
como oposto do negro
que na cabeça pisca
tudo
e depois nada.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Ao longo do dia.
Ao longo do dia
ao longo dos dias
se fazem os mais belos textos
a poesia mais conseguida
que desbobina imagens
que se perdem constantes
no espaço estreito
de encerrar universos
estreitos como oceanos
que um funil engole lento
num jorro longo de esquecimento.
Estreitos escorrem finos
e a quase todos se perde
a direcção, o sentido, a noção
neste lodo de pensar
nada molhando ou quase nada
juntando gotas como descobertas
ganhando as cores do momento
poças de pensar, devagar
enrolando dias, poesias
caixas vazias de encher luz
derramar cores, azul profundo
nas velas brancas de encher vento
e andar sempre, curto a curto instante
de poder ainda, andar lado a lado
Caminhos, atalhos de alongar os dias
dormir a insónia de viver
marcando estrelas, no brilho e na cor
de as pertencer
ao longo dos dias
se fazem os mais belos textos
a poesia mais conseguida
que desbobina imagens
que se perdem constantes
no espaço estreito
de encerrar universos
estreitos como oceanos
que um funil engole lento
num jorro longo de esquecimento.
Estreitos escorrem finos
e a quase todos se perde
a direcção, o sentido, a noção
neste lodo de pensar
nada molhando ou quase nada
juntando gotas como descobertas
ganhando as cores do momento
poças de pensar, devagar
enrolando dias, poesias
caixas vazias de encher luz
derramar cores, azul profundo
nas velas brancas de encher vento
e andar sempre, curto a curto instante
de poder ainda, andar lado a lado
Caminhos, atalhos de alongar os dias
dormir a insónia de viver
marcando estrelas, no brilho e na cor
de as pertencer
terça-feira, 26 de abril de 2016
Imperfeição que gira
O vazio é um encher de noções cansadas
de as ter nascido sem as sentir entranhadas
o vazio é o encher dos momentos
livres de estarem presos ao nascer na corrente
das palavras, das sensações, dos instintos
dos sem nome, nomeados vazios de os haver enormes
gritando nomes, barbaridades piramidais
de as haver antes, do nascer ou do sentir
do ser e do ser sempre pedaço rebolado.
Sonho o vazio das sensações antes
das palavras que nomeiam o encher de cada grão de areia fina
sonho o sonho do universo antes
o vazio de um vazio antes
um nada antes
da noção de tudo
de a sentir
vazia.
Tripas que se enchem do que nem se comeu
sensações que se preenchem do que nem se sentiu.
O todo é um nada que se enche como balão
e logo se vaza e logo se enche vazando
do lado de sentir o que logo se vaza sentido.
Caminhos feitos no pisar do que é belo
e parar e questionar e nunca aprender
saber o que é
saber o que não é
aprender nunca
do caminho o pisar leve
constante de o persistir
caminho
de ir de voltar de seguir
de regressar
caminho que tudo leva
a nenhum lado
de aprender nunca
de que lado fica.
de as ter nascido sem as sentir entranhadas
o vazio é o encher dos momentos
livres de estarem presos ao nascer na corrente
das palavras, das sensações, dos instintos
dos sem nome, nomeados vazios de os haver enormes
gritando nomes, barbaridades piramidais
de as haver antes, do nascer ou do sentir
do ser e do ser sempre pedaço rebolado.
Sonho o vazio das sensações antes
das palavras que nomeiam o encher de cada grão de areia fina
sonho o sonho do universo antes
o vazio de um vazio antes
um nada antes
da noção de tudo
de a sentir
vazia.
Tripas que se enchem do que nem se comeu
sensações que se preenchem do que nem se sentiu.
O todo é um nada que se enche como balão
e logo se vaza e logo se enche vazando
do lado de sentir o que logo se vaza sentido.
Caminhos feitos no pisar do que é belo
e parar e questionar e nunca aprender
saber o que é
saber o que não é
aprender nunca
do caminho o pisar leve
constante de o persistir
caminho
de ir de voltar de seguir
de regressar
caminho que tudo leva
a nenhum lado
de aprender nunca
de que lado fica.
domingo, 17 de abril de 2016
Círculos imperfeitos
Metamorfose de um tempo
larva
espaçado como ritmo vivo
transforma
luz que na sombra se alonga
longa
borboleta inicio de ser fim
cadeia
desta melodia dos instantes
desenrolada
sempre nova renovada
cansada
em cada mosca rã mariposa
sonho
que pousa nos instantes todos
presente
que o tempo engole e devolve
igual
de ser sempre de quem sente
diferente
a volta que anda sem dono
espaço
de pertencer luz de ser para ser
sombra
as palavras rebolam pedras
leves
nos ribeiros de as soltar
lago
de as acolher frescas e novas
recolher
nunca esgotando delas
jamais
os sabores todos as cores todas
luz
larva
espaçado como ritmo vivo
transforma
luz que na sombra se alonga
longa
borboleta inicio de ser fim
cadeia
desta melodia dos instantes
desenrolada
sempre nova renovada
cansada
em cada mosca rã mariposa
sonho
que pousa nos instantes todos
presente
que o tempo engole e devolve
igual
de ser sempre de quem sente
diferente
a volta que anda sem dono
espaço
de pertencer luz de ser para ser
sombra
as palavras rebolam pedras
leves
nos ribeiros de as soltar
lago
de as acolher frescas e novas
recolher
nunca esgotando delas
jamais
os sabores todos as cores todas
luz
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