Ao longo do dia
ao longo dos dias
se fazem os mais belos textos
a poesia mais conseguida
que desbobina imagens
que se perdem constantes
no espaço estreito
de encerrar universos
estreitos como oceanos
que um funil engole lento
num jorro longo de esquecimento.
Estreitos escorrem finos
e a quase todos se perde
a direcção, o sentido, a noção
neste lodo de pensar
nada molhando ou quase nada
juntando gotas como descobertas
ganhando as cores do momento
poças de pensar, devagar
enrolando dias, poesias
caixas vazias de encher luz
derramar cores, azul profundo
nas velas brancas de encher vento
e andar sempre, curto a curto instante
de poder ainda, andar lado a lado
Caminhos, atalhos de alongar os dias
dormir a insónia de viver
marcando estrelas, no brilho e na cor
de as pertencer
quarta-feira, 18 de maio de 2016
terça-feira, 26 de abril de 2016
Imperfeição que gira
O vazio é um encher de noções cansadas
de as ter nascido sem as sentir entranhadas
o vazio é o encher dos momentos
livres de estarem presos ao nascer na corrente
das palavras, das sensações, dos instintos
dos sem nome, nomeados vazios de os haver enormes
gritando nomes, barbaridades piramidais
de as haver antes, do nascer ou do sentir
do ser e do ser sempre pedaço rebolado.
Sonho o vazio das sensações antes
das palavras que nomeiam o encher de cada grão de areia fina
sonho o sonho do universo antes
o vazio de um vazio antes
um nada antes
da noção de tudo
de a sentir
vazia.
Tripas que se enchem do que nem se comeu
sensações que se preenchem do que nem se sentiu.
O todo é um nada que se enche como balão
e logo se vaza e logo se enche vazando
do lado de sentir o que logo se vaza sentido.
Caminhos feitos no pisar do que é belo
e parar e questionar e nunca aprender
saber o que é
saber o que não é
aprender nunca
do caminho o pisar leve
constante de o persistir
caminho
de ir de voltar de seguir
de regressar
caminho que tudo leva
a nenhum lado
de aprender nunca
de que lado fica.
de as ter nascido sem as sentir entranhadas
o vazio é o encher dos momentos
livres de estarem presos ao nascer na corrente
das palavras, das sensações, dos instintos
dos sem nome, nomeados vazios de os haver enormes
gritando nomes, barbaridades piramidais
de as haver antes, do nascer ou do sentir
do ser e do ser sempre pedaço rebolado.
Sonho o vazio das sensações antes
das palavras que nomeiam o encher de cada grão de areia fina
sonho o sonho do universo antes
o vazio de um vazio antes
um nada antes
da noção de tudo
de a sentir
vazia.
Tripas que se enchem do que nem se comeu
sensações que se preenchem do que nem se sentiu.
O todo é um nada que se enche como balão
e logo se vaza e logo se enche vazando
do lado de sentir o que logo se vaza sentido.
Caminhos feitos no pisar do que é belo
e parar e questionar e nunca aprender
saber o que é
saber o que não é
aprender nunca
do caminho o pisar leve
constante de o persistir
caminho
de ir de voltar de seguir
de regressar
caminho que tudo leva
a nenhum lado
de aprender nunca
de que lado fica.
domingo, 17 de abril de 2016
Círculos imperfeitos
Metamorfose de um tempo
larva
espaçado como ritmo vivo
transforma
luz que na sombra se alonga
longa
borboleta inicio de ser fim
cadeia
desta melodia dos instantes
desenrolada
sempre nova renovada
cansada
em cada mosca rã mariposa
sonho
que pousa nos instantes todos
presente
que o tempo engole e devolve
igual
de ser sempre de quem sente
diferente
a volta que anda sem dono
espaço
de pertencer luz de ser para ser
sombra
as palavras rebolam pedras
leves
nos ribeiros de as soltar
lago
de as acolher frescas e novas
recolher
nunca esgotando delas
jamais
os sabores todos as cores todas
luz
larva
espaçado como ritmo vivo
transforma
luz que na sombra se alonga
longa
borboleta inicio de ser fim
cadeia
desta melodia dos instantes
desenrolada
sempre nova renovada
cansada
em cada mosca rã mariposa
sonho
que pousa nos instantes todos
presente
que o tempo engole e devolve
igual
de ser sempre de quem sente
diferente
a volta que anda sem dono
espaço
de pertencer luz de ser para ser
sombra
as palavras rebolam pedras
leves
nos ribeiros de as soltar
lago
de as acolher frescas e novas
recolher
nunca esgotando delas
jamais
os sabores todos as cores todas
luz
domingo, 10 de abril de 2016
palavras Palavras palavras
Saio da caverna de Platão
e a luz é tão intensa, que a cabeça baixa
enquanto a sombra se alonga
e há esquerda e há direita
no equilíbrio de uma linha estreita.
Espelhos quietos, espelhos luz e cor
de onde vem a cor, a luz?
Espelhos luz e cor, que fogem
de quem fogem? Espelhos emprestados
à luz de todos, que ninguém agarra.
Linhas como seda fina ganham cor
como poesia de a sentir noite e dia
unindo espaços, unindo sensações
quebrando lentas, este mar de areias
finas e guardadas, eternas orações.
Palavras leves arredondam o silêncio
crescem como linhas entre margens
erguem arcos de pensar e meditar
depois repousam, depois regressam
sempre leves no arquear da poesia.
Pequenas palavras, que crescem sentidas
unem vazios, espaços como ecos
de nem eles se repetirem,nesta mudança
em que tudo permanece igual
de nunca o ser, de ser sempre, diferente.
e a luz é tão intensa, que a cabeça baixa
enquanto a sombra se alonga
e há esquerda e há direita
no equilíbrio de uma linha estreita.
Espelhos quietos, espelhos luz e cor
de onde vem a cor, a luz?
Espelhos luz e cor, que fogem
de quem fogem? Espelhos emprestados
à luz de todos, que ninguém agarra.
Linhas como seda fina ganham cor
como poesia de a sentir noite e dia
unindo espaços, unindo sensações
quebrando lentas, este mar de areias
finas e guardadas, eternas orações.
Palavras leves arredondam o silêncio
crescem como linhas entre margens
erguem arcos de pensar e meditar
depois repousam, depois regressam
sempre leves no arquear da poesia.
Pequenas palavras, que crescem sentidas
unem vazios, espaços como ecos
de nem eles se repetirem,nesta mudança
em que tudo permanece igual
de nunca o ser, de ser sempre, diferente.
quinta-feira, 31 de março de 2016
O que é o azul?
O que é o azul?
quando dentro se rasgam
cortinas como nuvens secas
de tentar
de sentir e ver
o azul fora
que não há dentro
O que é o azul'
de o ver fora
estranho
de o aprender
apreendendo
miudezas que se guardam
de ficarem fora
de as ter dentro
O que é o azul?
transparente
de o ter fora
como sombra
do opaco de o ter dentro
correndo sempre
sensações lentas
dentro
O que é o azul?
flutuar no silêncio da musica
unir sonhos como pesadelos
e viver na chuva que pára
na que volta a cair
entre farrapos do azul
que se veste
que se rasgam dentro
quando dentro se rasgam
cortinas como nuvens secas
de tentar
de sentir e ver
o azul fora
que não há dentro
O que é o azul'
de o ver fora
estranho
de o aprender
apreendendo
miudezas que se guardam
de ficarem fora
de as ter dentro
O que é o azul?
transparente
de o ter fora
como sombra
do opaco de o ter dentro
correndo sempre
sensações lentas
dentro
O que é o azul?
flutuar no silêncio da musica
unir sonhos como pesadelos
e viver na chuva que pára
na que volta a cair
entre farrapos do azul
que se veste
que se rasgam dentro
quarta-feira, 23 de março de 2016
Europa Unida Jamais Será Vencida
Humanidade
linha que se prolonga
infinitamente maravilhosa
infinitamente horrorosa
neste desenrolar das emoções
todas
das cores todas
num fio fino
que estremece vivo
que une vida
e de vez em quando
de vez em quando
demasiadas vezes
parece
partir.
Ouvi demasiadas vozes
quando "Charlie" sangrou
e o mundo chorou
falavam de respeito
e não mexe que pode ferrar.
Já tinha havido I I e Espanha
e sangue-areias um pouco por todo o lado
escorrendo razões que a morte nunca tem
Thomas More Hans Sophie Scholl
Os nomes de unir
Vão-se Erguendo Anónimos
em Cada Vitima
em Cada Sonho de Liberdade
Fraternidade, Igualdade.
Eu ateu que sou
tenho fé nos deuses todos
do mundo todo
no Homem divino enquanto vivo.
Europa une-te
foge das imitações de suásticas
que em ti crescem
para te desmembrar
une os valores acolhidos em ti.
Ilumina Unida este cancro
reconhece e cura Unida.
linha que se prolonga
infinitamente maravilhosa
infinitamente horrorosa
neste desenrolar das emoções
todas
das cores todas
num fio fino
que estremece vivo
que une vida
e de vez em quando
de vez em quando
demasiadas vezes
parece
partir.
Ouvi demasiadas vozes
quando "Charlie" sangrou
e o mundo chorou
falavam de respeito
e não mexe que pode ferrar.
Já tinha havido I I e Espanha
e sangue-areias um pouco por todo o lado
escorrendo razões que a morte nunca tem
Thomas More Hans Sophie Scholl
Os nomes de unir
Vão-se Erguendo Anónimos
em Cada Vitima
em Cada Sonho de Liberdade
Fraternidade, Igualdade.
Eu ateu que sou
tenho fé nos deuses todos
do mundo todo
no Homem divino enquanto vivo.
Europa une-te
foge das imitações de suásticas
que em ti crescem
para te desmembrar
une os valores acolhidos em ti.
Ilumina Unida este cancro
reconhece e cura Unida.
terça-feira, 22 de março de 2016
Vazio maldito
As palavras faltam desnecessárias
quando desaguam nos extremos
nos infinitos oceanos do que é belo
nas infinitas fossas do horror.
Que vazio vasto é este?
que da morte faz caminho
sentido e razão
motivação
é avido este deus que concebem
do vazio
de que se enchem
Ontem poesia e cor
hoje água e cor e poesia
e horror que nada lava
de que vazio se faz este vazio
que a si mesmo se nega
cancro da vida
negação maldita
cobardia sem deus sem profeta
maldita
quando desaguam nos extremos
nos infinitos oceanos do que é belo
nas infinitas fossas do horror.
Que vazio vasto é este?
que da morte faz caminho
sentido e razão
motivação
é avido este deus que concebem
do vazio
de que se enchem
Ontem poesia e cor
hoje água e cor e poesia
e horror que nada lava
de que vazio se faz este vazio
que a si mesmo se nega
cancro da vida
negação maldita
cobardia sem deus sem profeta
maldita
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