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sábado, 14 de novembro de 2015

Le Silence.

Silêncio pode ser uma forma de horror
como são o negro e o branco
no aglutinar das cores
no negar delas.
Silêncio como espaço entre
e entre
escolhas, cores e pensar
lentamente
no apagar branco, no acender negro
lento, extremo............
Charlie e o repensar das ideias
neste haver de deuses
de idiotas e vida
que o sonho nega
que a realidade aninha.
Charlie e no canto de um Mundo que sangrou liberdades
morreram Homens livres
descendentes directos
de milhões de lutas que nenhum deus
pode eliminar.
Bataclan hoje e Paris de novo
horror, estupor
vontade, vontade,,,,, de não ser igual
de olhar de ver de aceitar de querer até
sem pontos sem virgulas que não somos iguais

somos

até demais
Les mots d'amour sans couleur!
as palavras parecem pensar os silêncios
entre batidas do coração
entre este Presente de hoje
e o Presente eterno de amanhã.................................

O Silêncio pode ser uma forma de amor
no respeito pelas vidas todas
todas....




quinta-feira, 12 de novembro de 2015

De 14 DEPENDÊNCIAS.

8
Hoje senti de novo
a beleza das contradições
o valor de não estar certo
o incompleto que em tudo reside
de não haver mão que agarre
nem cabeça que abrace
o completo que em tudo reside.

Hoje parei em cada pássaro
o voo que tardava
e depois voaram
de um canto para outro
redondos e silenciosos
de os ouvir
como quem ouve silêncio
e dele retira
os sons todos
e os silêncios todos
e nada mais importa.

Hoje senti que finjo a vida que tenho
e de tanto a fingir me agarro com mais força
ao que traz, ao que traz e eu agarro
arrastado por uma corrente
que desagua em cada esquina
de ainda não ser a minha
e é tão fresca
esta água que me enche
em cada instante
de não o sentir
para só a sentir
a ela
fresca e eterna
em cada momento.




sexta-feira, 6 de novembro de 2015

de 10 LUÍS por engano coloquei 6 na mensagem anterior

30
O espaço não conta
e o tempo de o ter ainda menos.
Tudo parece ter sido
o sorteio de um degrau partido
a queda inevitável
num jogo giro, escondido.

Vai-se sujando a parada vasta
que a todos calha.
Há quem limpe
e há quem não o faça
nunca.

Uns limpam varrendo
e juntando pequenos montes
que depois apanham
um por um
enquanto outros arrastam
e só apanham
quando a vassoura que os varre
se verga ao peso do recordado
para que assim
se ajunte dos cantos
um pedaço dos cantos todos.

As cores assim unidas
de arrastadas
dos momentos se fazem
coloridos momentos
como riso de crianças,
como ventre de esperanças e desejo
como satisfações simples
que a cabeça nem guarda
de serem dela o lubrificante
que só falta quando emperra
na falta dele.

Arrastar as cores todas
de um arco-íris desencontrado
do branco
que se busca,
como busca de um grall palpitante
de cada um
e de ninguém
tanto é de todos
que tudo o abraça e nada lhe deixa.

Branco que se divide,
na brancura de tudo ser branco
branco que se perde ofuscante
de permanecer ainda mais branco.

Branco que houve, ou não houve
varrido ou desmanchado
no escalpelar de sensações
dos momentos que se fazem curtos
de se fazerem sempre brancos
sempre.

Ficam sempre brancas
as paradas todas
curtas ou longas, grandes ou pequenas
todas se agigantam iguais
e do que arrastou ao que nem varreu
se faz a brancura toda
da igualdade
do fim.

Um suspiro longo
e a brancura toda
depois.







de 6 LUÍS de 2010


21
Na descoberta do que parece importante
há patamares que sobem
mesmo quando descem
e encontros escusados
que depois permanecem
no acaso que os fez importantes
para quem os sentiu
no gozo dos instantes
no ocaso de cada um,
de cada instante.

Patamares que descem
na nossa subida
noções que se perdem
de estar lá
e noções que se perdem
de não estar lá.
Abrangentes se tentam as visões
na fuga desta perspectiva
que a todas engarrafa.
Afunilam-se estreitos os pensamentos
todos
os que nunca houve
sempre em primeiro
os recusados
a seguir
e depois os que flutuam,
incapazes de afundar
no peso que não conseguiram
incapazes de voar
na leveza que não atingiram.

Perde-se em cada patamar
a sujidade que é minha
na sujidade que não é minha
em cada noção que se apalpa
de não ser nossa
para que o seja,
pouco depois, ao ser sentida
revestindo a couraça de ser
numa outra camada
de nunca ser a ultima.

No sorriso do conformismo
cansado mas não desistente
ganha-se
a noção do infinito
que se apalpa vazio nas mãos
de estar sempre
para que ninguém o agarre
vazio de estar

sempre

no vazio das mãos vazias.








domingo, 1 de novembro de 2015

!0 LUÍS 2010 do meu filho ainda vivo, ainda.....

6
Remexo constante
o bom e o mau
que permitem o razoável
ondulante.

Não há linhas nem marcas
que me façam parar
ou entender
do que está feito
a solução
de não haver solução.

Fico sem ela
assim
e numa massa
que se vai fazendo
vida
no tempero que calha
e nem sempre agrada
se vive.



sábado, 31 de outubro de 2015

Faltam.

A palavra é bela
se atrás dela se produzir um pensamento belo.

Alinhadas na cabeça que as perde
de tantos meandros, tantos lagos, de afundar sonhos.

Alinhadas na paisagem que as esconde
tão visíveis que parecem mentira
tão nítidas que cegam a lógica
e derrubam o real na linha do horizonte
longe, longe no sonho que se abriga
nas mãos escorridas.

Nem o papel, nem este ecran
são silenciosos,
apetece rasgar esta brancura que berra
escrever silêncios melodiosos
de os ter a todos
de já os ter tido
de agora serem presentes descobertos
na poeira que se ergue
com esta brisa constante.

Noções de vazio neste encher
de nunca o conseguir
de cada passo
sentir a falta do seguinte
de cada ponte um novo pensamento
para os que faltam
ainda
melodiosos, silenciosos
amorosos
vivos.