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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

de 10 LUÍS por engano coloquei 6 na mensagem anterior

30
O espaço não conta
e o tempo de o ter ainda menos.
Tudo parece ter sido
o sorteio de um degrau partido
a queda inevitável
num jogo giro, escondido.

Vai-se sujando a parada vasta
que a todos calha.
Há quem limpe
e há quem não o faça
nunca.

Uns limpam varrendo
e juntando pequenos montes
que depois apanham
um por um
enquanto outros arrastam
e só apanham
quando a vassoura que os varre
se verga ao peso do recordado
para que assim
se ajunte dos cantos
um pedaço dos cantos todos.

As cores assim unidas
de arrastadas
dos momentos se fazem
coloridos momentos
como riso de crianças,
como ventre de esperanças e desejo
como satisfações simples
que a cabeça nem guarda
de serem dela o lubrificante
que só falta quando emperra
na falta dele.

Arrastar as cores todas
de um arco-íris desencontrado
do branco
que se busca,
como busca de um grall palpitante
de cada um
e de ninguém
tanto é de todos
que tudo o abraça e nada lhe deixa.

Branco que se divide,
na brancura de tudo ser branco
branco que se perde ofuscante
de permanecer ainda mais branco.

Branco que houve, ou não houve
varrido ou desmanchado
no escalpelar de sensações
dos momentos que se fazem curtos
de se fazerem sempre brancos
sempre.

Ficam sempre brancas
as paradas todas
curtas ou longas, grandes ou pequenas
todas se agigantam iguais
e do que arrastou ao que nem varreu
se faz a brancura toda
da igualdade
do fim.

Um suspiro longo
e a brancura toda
depois.







de 6 LUÍS de 2010


21
Na descoberta do que parece importante
há patamares que sobem
mesmo quando descem
e encontros escusados
que depois permanecem
no acaso que os fez importantes
para quem os sentiu
no gozo dos instantes
no ocaso de cada um,
de cada instante.

Patamares que descem
na nossa subida
noções que se perdem
de estar lá
e noções que se perdem
de não estar lá.
Abrangentes se tentam as visões
na fuga desta perspectiva
que a todas engarrafa.
Afunilam-se estreitos os pensamentos
todos
os que nunca houve
sempre em primeiro
os recusados
a seguir
e depois os que flutuam,
incapazes de afundar
no peso que não conseguiram
incapazes de voar
na leveza que não atingiram.

Perde-se em cada patamar
a sujidade que é minha
na sujidade que não é minha
em cada noção que se apalpa
de não ser nossa
para que o seja,
pouco depois, ao ser sentida
revestindo a couraça de ser
numa outra camada
de nunca ser a ultima.

No sorriso do conformismo
cansado mas não desistente
ganha-se
a noção do infinito
que se apalpa vazio nas mãos
de estar sempre
para que ninguém o agarre
vazio de estar

sempre

no vazio das mãos vazias.








domingo, 1 de novembro de 2015

!0 LUÍS 2010 do meu filho ainda vivo, ainda.....

6
Remexo constante
o bom e o mau
que permitem o razoável
ondulante.

Não há linhas nem marcas
que me façam parar
ou entender
do que está feito
a solução
de não haver solução.

Fico sem ela
assim
e numa massa
que se vai fazendo
vida
no tempero que calha
e nem sempre agrada
se vive.



sábado, 31 de outubro de 2015

Faltam.

A palavra é bela
se atrás dela se produzir um pensamento belo.

Alinhadas na cabeça que as perde
de tantos meandros, tantos lagos, de afundar sonhos.

Alinhadas na paisagem que as esconde
tão visíveis que parecem mentira
tão nítidas que cegam a lógica
e derrubam o real na linha do horizonte
longe, longe no sonho que se abriga
nas mãos escorridas.

Nem o papel, nem este ecran
são silenciosos,
apetece rasgar esta brancura que berra
escrever silêncios melodiosos
de os ter a todos
de já os ter tido
de agora serem presentes descobertos
na poeira que se ergue
com esta brisa constante.

Noções de vazio neste encher
de nunca o conseguir
de cada passo
sentir a falta do seguinte
de cada ponte um novo pensamento
para os que faltam
ainda
melodiosos, silenciosos
amorosos
vivos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Palavras repletas de cor de...

Dissecar palavras, falando
escrevendo, procurando
no subir, no descer
no passo que se alonga
e logo encurta
neste olhar das passadas, o terem ido.

Marcas dissecadas antes
e depois
no escorrer de sentidos
e razões
no subir e descer momentos
ESTE
OVO
de instantes que se fecham
no quebrar de cada um.

Ovo de permanecer inteiro
no quebrar de cada instante.

As omeletes de hoje. Sabem a ontem
são de hoje com o tempero de ontem.
O saco de guardar palavras
é uma rede de as deixar cair
a brisa que nele entra
o balanço, das passadas, constante
solta sem pressa, momentos que nunca são certos
mas depois acertam
no voo de cada um
curtos ou longos sucedem-se
do saco que se esvazia de estar sempre cheio.

Dissecar as palavras secas
de tombadas?
As que voam longamente?
As que voam para sempre?
Olho no espelho, o saco velho
de as guardar mal, de as guardar bem
de as querer para sempre, nas que fogem
nas que guardo doces, de nunca o serem
suficientes....

Palavras, palavras no fechar da cor
nos olhos fechados
no dissecar da cor que rompe
a noite das palavras, do amadurecer
das cores que irrompem.
.......................................













































































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quarta-feira, 28 de outubro de 2015