Somos como somos, passos, enganos, momentos, travessias, insónias de pensar, arcas de um Verão constante, arcas de um Inverno permanente.
Somos Como Somos, impossíveis de agora, de sempre ou de nunca. Resquícios temporários nos inertes tocados, nos vivos sentidos, no saber vazio de haver sempre estrelas, longe e mais longe e ainda mais longe, vazio no embotar das sensações, no digerir das emoções, longe tão longe do que passa dentro, do que passa fora.
Atravessar tempo como degraus saltados, como subir de Escher o descer, o sentir das águas passadas, o mover dos moinhos presentes. Mortos moinhos de moerem ainda, o tempo de agora, descendo da subida, o que sobem da descida.
Travessas de sentir tempo, servido em colares de rezas monótonas, deslizantes, dedo a dedo, conta a conta. Infinito de contas como areias infinitas, de tantas praias incompletas.
As variações de cada pequenina formiga, pelo formigueiro todo, pelos formigueiros todos, não se repetem, variam numa cor que parece uma e nunca o é, neste jeitinho brincalhão de aprender o que nunca se repete, de cada segundo, uma formiga, por cada segundo, a vastidão de um oceano de miudezas.
Metáforas à vida, nas suas variações, entendimento e noções, como caminhos feitos, em velocidades diferentes, por mares e ares, por terra e a pé, no ver as janelas de olhar, no passo que a todos foge veloz.
Entre cortados só para não serem inteiros
os soluços de estar vivo
o riso
soluções de tempos perdidos
como mortos de os ter acumulados
vivos
no que penso, no que sinto, no que sou.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
A razão de a ter para que se perca
A razão de a ter, de a perder constante, em cada esgar de pensamento retido, em cada sonho que não permita o de todos.
As ideias boas de nunca as ter, as ideias boas de poder viver sem elas.
A razão dos extremos que se afastam de tanto se unirem, a razão do amor que se enrola no ódio, extremos que se unem como farinha do mesmo saco, do mesmo pão, da mesma vertigem, da mesma razão, de nunca haver, de nunca a ver, de ter e de não ter, de ser a razão e morrer.
Um funil estreito espreme razões e certezas, visões, incertezas e todas passam iguais, pássaros que tombam, pássaros que se erguem, sonhos de acordar, cegueira de ver.
Hoje tudo parece certo, caminho incerto espremendo ainda a pausa de ontem, na de hoje, como se houvesse uma daquelas bolas que pincham e não param, a ressaltar constante no vazio da cabeça que a prende, dando ideias como saltos, pensamentos como ressaltos, de um vazio sonoro, pausado.
A razão de a ter para que se perca.
A razão de ter para, para andar e perder.
As ideias boas de nunca as ter, as ideias boas de poder viver sem elas.
A razão dos extremos que se afastam de tanto se unirem, a razão do amor que se enrola no ódio, extremos que se unem como farinha do mesmo saco, do mesmo pão, da mesma vertigem, da mesma razão, de nunca haver, de nunca a ver, de ter e de não ter, de ser a razão e morrer.
Um funil estreito espreme razões e certezas, visões, incertezas e todas passam iguais, pássaros que tombam, pássaros que se erguem, sonhos de acordar, cegueira de ver.
Hoje tudo parece certo, caminho incerto espremendo ainda a pausa de ontem, na de hoje, como se houvesse uma daquelas bolas que pincham e não param, a ressaltar constante no vazio da cabeça que a prende, dando ideias como saltos, pensamentos como ressaltos, de um vazio sonoro, pausado.
A razão de a ter para que se perca.
A razão de ter para, para andar e perder.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
7 Elementos do espírito.
5
Tudo é possível do melhor
para o pior.
Do mais pequeno ao maior.
Tudo se situa no seu ponto
o de milhões de escolhas iguais
que nunca o são,
mas passam a ser
no amontoado cinzento
que torna tudo igual
e nos permite existir
e ter vida
alheados do que somos.
Joguetes somos
e nos deixamos ser
dos elementos pequeninos
que nunca equilibram
mas adormecem
o sentir que neles se banha
e não se afoga
de tanto deles beber
não sabendo que o faz.
Maravilhosa possibilidade de sermos
sem o sabermos.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Estante & Pessoas: Dopy gato lindo.
Estante & Pessoas: Dopy gato lindo.: Na Escola" Abel Salazar" falei de poesia, de entendimento, de visões sempre diferentes em cada olhar de dentro, em cada poema, de ...
domingo, 17 de maio de 2015
6 Momentos.
6
Sem agitar, com muito cuidado
se retira a rolha de um grande vinho
e depois na magia dos copos
dele se retira o aroma e o sabor
que na boca persiste
oxigenado, redondo e aveludado.
Bons momentos que se acabam breves
mais a companhia e a troca de ideias
quase sempre sem elas.
Sem cuidado e num copo qualquer
de uma fraca bebida se retira
o sabor do convívio
e sem as procurar, surgem ideias
de não serem impostas
de não serem procuradas
e permanecem, desnecessárias
como tudo e a vida, que se esbanja
como um castigo de que ninguém escapa.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Hoje prolongadamente.
Uma nova noite de insónia
entre o não dormir e o acordar de ser dia
milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos
na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam
no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda
no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo
em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.
Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.
Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram
sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.
Sorriso que nasce neste somar de anos.
entre o não dormir e o acordar de ser dia
milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos
na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam
no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda
no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo
em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.
Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.
Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram
sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.
Sorriso que nasce neste somar de anos.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Precursos dos Percursos.
32
O sentido da vida é viver
no que vem e no que vai
enquanto dura o tempo de a ter.
no fim das dores amortecidas
findas
as dividas amortizadas
acabadas
tudo se contorna
e tudo se esquece
no tempo que nos esquece
e nada deixa da centelha que por instantes…
e já se apagou.
Subscrever:
Mensagens (Atom)