A razão de a ter, de a perder constante, em cada esgar de pensamento retido, em cada sonho que não permita o de todos.
As ideias boas de nunca as ter, as ideias boas de poder viver sem elas.
A razão dos extremos que se afastam de tanto se unirem, a razão do amor que se enrola no ódio, extremos que se unem como farinha do mesmo saco, do mesmo pão, da mesma vertigem, da mesma razão, de nunca haver, de nunca a ver, de ter e de não ter, de ser a razão e morrer.
Um funil estreito espreme razões e certezas, visões, incertezas e todas passam iguais, pássaros que tombam, pássaros que se erguem, sonhos de acordar, cegueira de ver.
Hoje tudo parece certo, caminho incerto espremendo ainda a pausa de ontem, na de hoje, como se houvesse uma daquelas bolas que pincham e não param, a ressaltar constante no vazio da cabeça que a prende, dando ideias como saltos, pensamentos como ressaltos, de um vazio sonoro, pausado.
A razão de a ter para que se perca.
A razão de ter para, para andar e perder.
sexta-feira, 5 de junho de 2015
quinta-feira, 4 de junho de 2015
7 Elementos do espírito.
5
Tudo é possível do melhor
para o pior.
Do mais pequeno ao maior.
Tudo se situa no seu ponto
o de milhões de escolhas iguais
que nunca o são,
mas passam a ser
no amontoado cinzento
que torna tudo igual
e nos permite existir
e ter vida
alheados do que somos.
Joguetes somos
e nos deixamos ser
dos elementos pequeninos
que nunca equilibram
mas adormecem
o sentir que neles se banha
e não se afoga
de tanto deles beber
não sabendo que o faz.
Maravilhosa possibilidade de sermos
sem o sabermos.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Estante & Pessoas: Dopy gato lindo.
Estante & Pessoas: Dopy gato lindo.: Na Escola" Abel Salazar" falei de poesia, de entendimento, de visões sempre diferentes em cada olhar de dentro, em cada poema, de ...
domingo, 17 de maio de 2015
6 Momentos.
6
Sem agitar, com muito cuidado
se retira a rolha de um grande vinho
e depois na magia dos copos
dele se retira o aroma e o sabor
que na boca persiste
oxigenado, redondo e aveludado.
Bons momentos que se acabam breves
mais a companhia e a troca de ideias
quase sempre sem elas.
Sem cuidado e num copo qualquer
de uma fraca bebida se retira
o sabor do convívio
e sem as procurar, surgem ideias
de não serem impostas
de não serem procuradas
e permanecem, desnecessárias
como tudo e a vida, que se esbanja
como um castigo de que ninguém escapa.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Hoje prolongadamente.
Uma nova noite de insónia
entre o não dormir e o acordar de ser dia
milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos
na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam
no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda
no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo
em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.
Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.
Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram
sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.
Sorriso que nasce neste somar de anos.
entre o não dormir e o acordar de ser dia
milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos
na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam
no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda
no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo
em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.
Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.
Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram
sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.
Sorriso que nasce neste somar de anos.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Precursos dos Percursos.
32
O sentido da vida é viver
no que vem e no que vai
enquanto dura o tempo de a ter.
no fim das dores amortecidas
findas
as dividas amortizadas
acabadas
tudo se contorna
e tudo se esquece
no tempo que nos esquece
e nada deixa da centelha que por instantes…
e já se apagou.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
More HansSophie.
Convicções de matar por elas
convicções de morrer por elas
aonde começa, aonde acaba o direito
o haver e o deixar de haver
razão
ou razão de haver sempre
faltas como fome.
Necessidades como fastio.
Humanidade como um grande bolo
feito de migalhas minúsculas
e todas são extremos esfarelados
e todas são ninharias que o tempo leva
nem sempre depressa, mas leva sempre.
Impor opiniões, tentar no engano de valer a pena
enganar o que vale e o que não vale
o insulto da diferença, da indiferença
o assumir das igualdades, nas desigualdades que separam.
Parar na oração de estar vivo, somar valores que o tempo sangrou
e fazer contas de respirar e orar
de valer a pena como areia fina, escorrendo das mãos abertas
para que tão pouco fique
do que parecia valer tudo.
Liberdade de nascer para poder morrer
fraternidade de Caim e Abel e o infinito de variações
igualdade da multidão que se move como rio
violento por vezes
esmagado pelas margens que esmaga
e logo contido pela barragem
pelo tempo
como mar que afoga indiferente.
Em Portugal tenho a liberdade que a lei me permite
a liberdade de ter opinião e de a guardar
e as palavras engasgadas de as ter todas
como nenhuma.
Contradições conflitos malditos
maldições de as rezar como ateu que tem vida
e só sente o cerco que lhe fazem
à vida
nos cantos, nos deuses inventados
na vida, essência divina, infinitamente perdida
nas vidas sem palavras uma a uma perdidas
uma por uma divinas
e perdidas.
Utopia de ser entendido
no abrigo de uma folha branca
infinitos se fazem os brancos de não se entenderem
de não serem brancos, brancos ou brancos
de não serem .
Liberdade de expressar o ridículo da vida
ou de estar vivo
e por isso morrer.
More e HansSophie
e Charlie
e tantos infinitos divinos com eles
crentes e descrentes, amantes da vida
que por amor perderam cedo.
Estou a ler de Martin Gilbert,"A Segunda Guerra Mundial" de 1989 , que por intermédio do "Expresso" me chegou às mãos. Tem uma forma diferente de repetir tragédias, fala em dezenas, centenas e milhares. Nomeia pessoas de um lado e do outro, dá nomes à morte, não se limita aos montões de milhões, sempre anónimos, sempre estatísticos. De cada gloria se fazem os passos do horror, de cada vitória se enterram vencidos e vencedores, derrotados todos.
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