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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estante & Pessoas: Dopy gato lindo.

Estante & Pessoas: Dopy gato lindo.: Na Escola" Abel Salazar" falei de poesia, de entendimento, de visões sempre diferentes em cada olhar de dentro, em cada poema, de ...

domingo, 17 de maio de 2015

6 Momentos.


6
Sem agitar, com muito cuidado
se retira a rolha de um grande vinho
e depois na magia dos copos
dele se retira o aroma e o sabor
que na boca persiste
oxigenado, redondo e aveludado.

Bons momentos que se acabam breves
mais a companhia e a troca de ideias
quase sempre sem elas.

Sem cuidado e num copo qualquer
de uma fraca bebida se retira
o sabor do convívio
e sem as procurar, surgem ideias
de não serem impostas
de não serem procuradas
e permanecem, desnecessárias
como tudo e a vida, que se esbanja
como um castigo de que ninguém escapa.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Hoje prolongadamente.

Uma nova noite de insónia
entre o não dormir e o acordar de ser dia

milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos

na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam

no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda

no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo

em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.

Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.

Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram

sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.


Sorriso que nasce neste somar de anos.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Precursos dos Percursos.



32
O sentido da vida é viver
no que vem e no que vai
enquanto dura o tempo de a ter.

no fim das dores amortecidas
findas
as dividas amortizadas
acabadas
tudo se contorna
e tudo se esquece
no tempo que nos esquece
e nada deixa da centelha que por instantes…

e já se apagou.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

More HansSophie.


Convicções de matar por elas
convicções de morrer por elas

aonde começa, aonde acaba o direito
o haver e o deixar de haver
razão
ou razão de haver sempre
faltas como fome.

Necessidades como fastio.

Humanidade como um grande bolo
feito de migalhas minúsculas
e todas são extremos esfarelados
e todas são ninharias que o tempo leva
nem sempre depressa, mas leva sempre.

Impor opiniões, tentar no engano de valer a pena
enganar o que vale e o que não vale
o insulto da diferença, da indiferença
o assumir das igualdades, nas desigualdades que separam.

Parar na oração de estar vivo, somar valores que o tempo sangrou
e fazer contas de respirar e orar
de valer a pena como areia fina, escorrendo das mãos abertas
para que tão pouco fique
do que parecia valer tudo.

Liberdade de nascer para poder morrer
fraternidade de Caim e Abel e o infinito de variações
igualdade da multidão que se move como rio
violento por vezes

esmagado pelas margens que esmaga
e logo contido pela barragem
pelo tempo
como mar que afoga indiferente.

Em Portugal tenho a liberdade que a lei me permite
a liberdade de ter opinião e de a guardar
e as palavras engasgadas de as ter todas
como nenhuma.

Contradições conflitos malditos
maldições de as rezar como ateu que tem vida
e só sente o cerco que lhe fazem

à vida

nos cantos, nos deuses inventados
na vida, essência divina, infinitamente perdida
nas vidas sem palavras uma a uma perdidas
uma por uma divinas
e perdidas.

Utopia de ser entendido
no abrigo de uma folha branca

infinitos se fazem os brancos de não se entenderem
de não serem brancos, brancos ou brancos
de não serem .

Liberdade de expressar o ridículo da vida
ou de estar vivo
e por isso morrer.
More e HansSophie
e Charlie
e tantos infinitos divinos com eles
crentes e descrentes, amantes da vida
que por amor perderam cedo.





Estou a ler de Martin Gilbert,"A Segunda Guerra Mundial" de 1989 , que por intermédio do "Expresso" me chegou às mãos. Tem uma forma diferente de repetir tragédias, fala em dezenas, centenas e milhares. Nomeia pessoas de um lado e do outro, dá nomes à morte, não se limita aos montões de milhões, sempre anónimos, sempre estatísticos. De cada gloria se fazem os passos do horror, de cada vitória se enterram vencidos e vencedores, derrotados todos.


sábado, 28 de março de 2015

Em nome da vida.

Criminosos que se dizem Islâmicos e matam em nome de um Deus que é só deles
eu vivo em nome da vida, do que dá, do que retira
dispersei a fé no perder constante
que cria vazios que se preenchem constantes

de
e
de

que se querem perfeitos
e nunca o são definitivamente.

As palavras ganham enredos, que as entalam todas, nas frinchas todas
de as querer todas na cabeça que a todas perde
dentro e fora da razão.

Copos de encher e de vazar
vazam de um lado e enchem do outro.

Areia que enche grossa e depois se faz fina no preencher de vazios como espaços
que eram, que se fazem, que são diferentes
das miudezas, as certezas, a morte e a...

certeza de um arrumar certo
sempre diferente.

Sempre certo e acabado.

sexta-feira, 27 de março de 2015

O Amanhecer da Noite que cai.




Aprendizagem de acumular noções sem proveito
de adormecer os sonhos dos dias
e as noites de amanhecer
e as palavras bonitas de as ter
bonitas guardadas
ou encerradas

A nostalgia de reler um livro e recordar dele as ocasiões de já o ter feito
o ter feito
esquecendo, quase esquecendo dele o que releio
contrafeito ao tempo e ao passar dele enquanto leio
tempo de milímetros e lombada coçada
por significados acumulados.

Os inícios repetem-se sempre diferentes
em cada leitura de cada fim que continua.

Milímetros desfolhados de um tempo encerrado
que não parece
nas cores de ter antes e depois
vivos e mortos e continuar
esta corrente de ser parte
de um jogo vazio, de palavras e sensações vazias, maravilhoso.

Do sonho eterno ao que passa marcante
e finito
do perfeito sonhado ao sentir constante
imperfeito
do infinito de sonhos ao frémito de estar vivo
paginas que passam no desfolhar certo
de aprender sempre a lição de ainda estar.

Balcões que o tempo marca de esperas
riscos finos que adensam significados sempre ocultos.

O repouso de sentir o desfolhar do tempo
o acabar dele em cada inicio.

Esquinas que ainda se rodeiam
de haver outras
ainda.

Cores de entrar nelas
por caminhos que se desviam e acertam sempre
no branco das cores todas
no verde que se rebola nas variantes
dos anos que passam
desabrocham
e
amocham.

Aprendizagem que encerra o proveito
noções que falham sempre
de serem sempre.....
areia moída de a pensar.