Uma nova noite de insónia
entre o não dormir e o acordar de ser dia
milhões de linhas como pensamentos
embarcaram viagens
pelos mares todos com os ventos todos
na roupa que se veste, no andar que se leva
como linhas de milhões
de pensamentos
embarcados viajantes
que os mares levam e os ventos rodopiam
no que levam, no que valem de nada, de tudo
no acordar, no dormir ainda
no ser, no estar quieto de entender nada
como se fosse tudo
em cada sopro em cada batida do que importa
do que é.
Sossego de haver flores
de vez em quando, dividindo espaços, criando momentos de os perder dentro.
Paralelas de poder passar
de poder olhar
o que nunca se toca
o que é mais belo de nascer no recanto fora
e permanecer no canto dentro
como reflexo de pensar
negro
nas luzes que o encontram
sossego de haver sossego como flores de olhar e acabar
este intervalo do que é belo
das cores todas como foguetes de flores
estourados nos motivos de nenhuma.
Sorriso que nasce neste somar de anos.
terça-feira, 5 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Precursos dos Percursos.
32
O sentido da vida é viver
no que vem e no que vai
enquanto dura o tempo de a ter.
no fim das dores amortecidas
findas
as dividas amortizadas
acabadas
tudo se contorna
e tudo se esquece
no tempo que nos esquece
e nada deixa da centelha que por instantes…
e já se apagou.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
More HansSophie.
Convicções de matar por elas
convicções de morrer por elas
aonde começa, aonde acaba o direito
o haver e o deixar de haver
razão
ou razão de haver sempre
faltas como fome.
Necessidades como fastio.
Humanidade como um grande bolo
feito de migalhas minúsculas
e todas são extremos esfarelados
e todas são ninharias que o tempo leva
nem sempre depressa, mas leva sempre.
Impor opiniões, tentar no engano de valer a pena
enganar o que vale e o que não vale
o insulto da diferença, da indiferença
o assumir das igualdades, nas desigualdades que separam.
Parar na oração de estar vivo, somar valores que o tempo sangrou
e fazer contas de respirar e orar
de valer a pena como areia fina, escorrendo das mãos abertas
para que tão pouco fique
do que parecia valer tudo.
Liberdade de nascer para poder morrer
fraternidade de Caim e Abel e o infinito de variações
igualdade da multidão que se move como rio
violento por vezes
esmagado pelas margens que esmaga
e logo contido pela barragem
pelo tempo
como mar que afoga indiferente.
Em Portugal tenho a liberdade que a lei me permite
a liberdade de ter opinião e de a guardar
e as palavras engasgadas de as ter todas
como nenhuma.
Contradições conflitos malditos
maldições de as rezar como ateu que tem vida
e só sente o cerco que lhe fazem
à vida
nos cantos, nos deuses inventados
na vida, essência divina, infinitamente perdida
nas vidas sem palavras uma a uma perdidas
uma por uma divinas
e perdidas.
Utopia de ser entendido
no abrigo de uma folha branca
infinitos se fazem os brancos de não se entenderem
de não serem brancos, brancos ou brancos
de não serem .
Liberdade de expressar o ridículo da vida
ou de estar vivo
e por isso morrer.
More e HansSophie
e Charlie
e tantos infinitos divinos com eles
crentes e descrentes, amantes da vida
que por amor perderam cedo.
Estou a ler de Martin Gilbert,"A Segunda Guerra Mundial" de 1989 , que por intermédio do "Expresso" me chegou às mãos. Tem uma forma diferente de repetir tragédias, fala em dezenas, centenas e milhares. Nomeia pessoas de um lado e do outro, dá nomes à morte, não se limita aos montões de milhões, sempre anónimos, sempre estatísticos. De cada gloria se fazem os passos do horror, de cada vitória se enterram vencidos e vencedores, derrotados todos.
sábado, 28 de março de 2015
Em nome da vida.
Criminosos que se dizem Islâmicos e matam em nome de um Deus que é só deles
eu vivo em nome da vida, do que dá, do que retira
dispersei a fé no perder constante
que cria vazios que se preenchem constantes
de
e
de
que se querem perfeitos
e nunca o são definitivamente.
As palavras ganham enredos, que as entalam todas, nas frinchas todas
de as querer todas na cabeça que a todas perde
dentro e fora da razão.
Copos de encher e de vazar
vazam de um lado e enchem do outro.
Areia que enche grossa e depois se faz fina no preencher de vazios como espaços
que eram, que se fazem, que são diferentes
das miudezas, as certezas, a morte e a...
certeza de um arrumar certo
sempre diferente.
Sempre certo e acabado.
eu vivo em nome da vida, do que dá, do que retira
dispersei a fé no perder constante
que cria vazios que se preenchem constantes
de
e
de
que se querem perfeitos
e nunca o são definitivamente.
As palavras ganham enredos, que as entalam todas, nas frinchas todas
de as querer todas na cabeça que a todas perde
dentro e fora da razão.
Copos de encher e de vazar
vazam de um lado e enchem do outro.
Areia que enche grossa e depois se faz fina no preencher de vazios como espaços
que eram, que se fazem, que são diferentes
das miudezas, as certezas, a morte e a...
certeza de um arrumar certo
sempre diferente.
Sempre certo e acabado.
sexta-feira, 27 de março de 2015
O Amanhecer da Noite que cai.
Aprendizagem de acumular noções sem proveito
de adormecer os sonhos dos dias
e as noites de amanhecer
e as palavras bonitas de as ter
bonitas guardadas
ou encerradas
A nostalgia de reler um livro e recordar dele as ocasiões de já o ter feito
o ter feito
esquecendo, quase esquecendo dele o que releio
contrafeito ao tempo e ao passar dele enquanto leio
tempo de milímetros e lombada coçada
por significados acumulados.
Os inícios repetem-se sempre diferentes
em cada leitura de cada fim que continua.
Milímetros desfolhados de um tempo encerrado
que não parece
nas cores de ter antes e depois
vivos e mortos e continuar
esta corrente de ser parte
de um jogo vazio, de palavras e sensações vazias, maravilhoso.
Do sonho eterno ao que passa marcante
e finito
do perfeito sonhado ao sentir constante
imperfeito
do infinito de sonhos ao frémito de estar vivo
paginas que passam no desfolhar certo
de aprender sempre a lição de ainda estar.
Balcões que o tempo marca de esperas
riscos finos que adensam significados sempre ocultos.
O repouso de sentir o desfolhar do tempo
o acabar dele em cada inicio.
Esquinas que ainda se rodeiam
de haver outras
ainda.
Cores de entrar nelas
por caminhos que se desviam e acertam sempre
no branco das cores todas
no verde que se rebola nas variantes
dos anos que passam
desabrocham
e
amocham.
Aprendizagem que encerra o proveito
noções que falham sempre
de serem sempre.....
areia moída de a pensar.
segunda-feira, 16 de março de 2015
7 ELEMENTOS DO ESPÍRITO.
5
Tudo é possível do melhor
para o pior.
Do mais pequeno ao maior.
Tudo se situa no seu ponto
o de milhões de escolhas iguais
que nunca o são,
mas passam a ser
no amontoado cinzento
que torna tudo igual
e nos permite existir
e ter vida
alheados do que somos.
Joguetes somos
e nos deixamos ser
dos elementos pequeninos
que nunca equilibram
mas adormecem
o sentir que neles se banha
e não se afoga
de tanto deles beber
não sabendo que o faz.
Maravilhosa possibilidade de sermos
sem o sabermos.
segunda-feira, 2 de março de 2015
8 PRECURSOS DOS PERCURSOS:
46
Dizer que a verdade não existe
é reduzir tudo a nada
é negar o que há
de verdade em todos os cantos
pequenos e insignificantes
mas verdadeiros
na dimensão que podem.
A verdade é um percurso
que todos podem
na dimensão que podem.
Somos tão distintos, nos jeitos,
nas cores e feitios
que nada poderá ser de todos
igual para todos
além de uma verdade vasta
que todos agarram
no que podem, no que conseguem
e acabam quando se acabam.
Esmago os seres todos
todos
e com eles os anseios, o riso e o choro
o pequeno e o grande, o perdido e o achado
e de todos obtenho a mesma luz
Verdade
como se fosse a luz branca
que de tantas cores é formada
Vida.
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