Os extremos coexistem
enrolam e cruzam noções e sabores
desenrolam pontas que se tocam
faiscas que se repelem e logo se unem
amargas ou doces, sensatas ou não
repetindo infinitas, as mesmas, sensações, ventura, ilusões
as mesmas variações de um som
que nunca acaba,
eco de si mesmo
mutante permanente de estar vivo
demente veemente silêncio das palavras todas
no jorro todo de estar vivo.
Os extremos existem
inventam razões de ser
redescobertas de estar
reinventam a diferença no jorro de ir
no pulsar de acabar
de cada riacho o rio que continua lento
ou insano, emparedado
turbulento.
Continua por fechar.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
O VAZIO DOS SONHOS.
Olho do exterior o Infinito de haver sempre mais
olho do interior este infinito de haver sempre menos.
As perversões todas, os extremos todos
rodopiam em cada ser
e as ondas de encher e as ondas de vazar
fazem-se eternas no curto gotejar de cada vida.
As possibilidades todas, as verdades e as mentiras
o incompleto de tudo e o completo de nada
ondulam razões, maravilhas e perdições
como cores primárias esquecidas do infinito de tons
esquecidas das igualdades que se fazem desigualdades
em cada pincelada, em cada som que rompe o silêncio de ser.
O correr dos segundos
com a noção de serem sempre corredores
de por mim correrem.
Cada pedaço, cada caminho, cada vida, cada morte
cada extremo escorrido e de novo solidificado
no gelo da incompreensão
das possibilidades todas
que se fazem gotas de encher o lago
de afundar tudo
sempre.
Olho dos extremos, as voltas que os enrolam
no regresso de todos, a tudo ou a nada.
Compreender, conviver, entender e aceitar
a razão de morrer sempre sem ela
em cada agigantar do desconhecer
em cada gota migalha de conhecer nada.
Palavras sempre repetidas nesta igualdade
de as sentir sempre diferentes.
olho do interior este infinito de haver sempre menos.
As perversões todas, os extremos todos
rodopiam em cada ser
e as ondas de encher e as ondas de vazar
fazem-se eternas no curto gotejar de cada vida.
As possibilidades todas, as verdades e as mentiras
o incompleto de tudo e o completo de nada
ondulam razões, maravilhas e perdições
como cores primárias esquecidas do infinito de tons
esquecidas das igualdades que se fazem desigualdades
em cada pincelada, em cada som que rompe o silêncio de ser.
O correr dos segundos
com a noção de serem sempre corredores
de por mim correrem.
Cada pedaço, cada caminho, cada vida, cada morte
cada extremo escorrido e de novo solidificado
no gelo da incompreensão
das possibilidades todas
que se fazem gotas de encher o lago
de afundar tudo
sempre.
Olho dos extremos, as voltas que os enrolam
no regresso de todos, a tudo ou a nada.
Compreender, conviver, entender e aceitar
a razão de morrer sempre sem ela
em cada agigantar do desconhecer
em cada gota migalha de conhecer nada.
Palavras sempre repetidas nesta igualdade
de as sentir sempre diferentes.
13 PONTOS DE VISTA.
5
O que sou a ele o devo
no sublimar do que fez
no estancar que se recusa
deste sofrimento que me sufoca.
Nos momentos de crescendo
desta musica constante
que por ele
a minha cabeça constante
repete
acorde por acorde na recusa
constante
do esquecimento dos bocados todos
os bons e os maus
que agora são todos saudades
do que para sempre se perdeu
e a cabeça guarda
com a culpa que pensa
não ter
enquanto o corpo todo sente
fremente
a culpa toda que sente.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
11 PAPEL BRANCO
9
A insatisfação permanente
é em regra geral
originada
pela insatisfação permanente
que permite errar
sempre da mesma maneira
como papel branco rabiscado
e amarfanhado
como se a culpa fosse do papel
e não dos rabiscos repetidos
num erro permanente
de uma insatisfação permanente.
Ao som dos segundos
no ritmo dos minutos
das horas desconcertadas
e por ai fora numa sinfónica amostra
do erro que se repete, repete
no acordar que o repete
repete
e depois já não é erro
nem se repete mais.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
10 LUÌS
13
As palavras rimam
o momento que as permite
fazem-se segundos consentidos
perdidos nos reencontrados
sucessivos
momentos
de uma azenha que roda
na água
de um tempo perdido
consentido e reencontrado
no constante desgaste
das pedras
que permitem tão fina
a farinha
de ter sido.
10 LUÌS.
7
Neutras e vazias
as palavras
aguardam
o tempero
de quem as come
e o tempo de o fazerem.
Preenchidas de momentos
sentidos
e contornos nem sempre definidos
no jogo de luzes
de tantas cavernas
que se abrigam na nossa
caverna escura.
sábado, 11 de outubro de 2014
Noções como referências.
Bem sei que sim
porque
bem sei que não.
Divagar
ou sem pressa
percorrer caminhos por fazer
atalhos de perder
o que se encontra sempre
devagar
ou depressa
entre passos que se alongam como caminhos de estar
de estarem sempre feitos
de ser, de parecer, de acontecer.
Mal sei que sim
porque
mal sei que não.
porque
bem sei que não.
Divagar
ou sem pressa
percorrer caminhos por fazer
atalhos de perder
o que se encontra sempre
devagar
ou depressa
entre passos que se alongam como caminhos de estar
de estarem sempre feitos
de ser, de parecer, de acontecer.
Mal sei que sim
porque
mal sei que não.
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