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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

10 LUÌS.


7
Neutras e vazias
as palavras
aguardam
o tempero
de quem as come
e o tempo de o fazerem.
Preenchidas de momentos
sentidos
e contornos nem sempre definidos
no jogo de luzes
de tantas cavernas
que se abrigam na nossa
caverna escura.










sábado, 11 de outubro de 2014

Noções como referências.

Bem sei que sim
porque
bem sei que não.

Divagar
ou sem pressa
percorrer caminhos por fazer
atalhos de perder
o que se encontra sempre
devagar
ou depressa
entre passos que se alongam como caminhos de estar
de estarem sempre feitos
de ser, de parecer, de acontecer.

Mal sei que sim
porque
mal sei que não.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

ISIS.


Rezo de cada instante
o sabor diferente de cada um.

O meu deus está no que vejo, no que sinto
no que vive e me rodeia.

Universo infinito de olhar dentro
cada cintilar, cada reflexo que foge
eterno
de um só instante diferente.
Diferente infinitamente.

Universo Infinito, tempo quieto
de só aqui se moverem
os instantes e o sentir deles
infinitos.
Infinitos perdidamente.

Crescer dentro as diferenças de ser igual
crescer dentro as igualdades de ser diferente.

Ninguém nasce igual, ninguém vive igual
as igualdades ficam ancoradas no vazio antes
no vazio depois.

Olhar dentro o encher de instantes
o repetir do que é mau, o que nunca se repete
mas parece.

Mas

só parece enraizar com mais força
repetindo reflexos, escuridões
trevas de mil anos que o tempo engole
indiferente
e tanto são de sofrimento, no passar de cada instante
de cada mil anos, segundo a segundo desfeitos
no sentir de cada um, no acabar de cada um
no recomeço de cada instante, de cada ser.

Um universo em cada cabeça
sempre diferente de ser sempre igual
de conter o mal todo e o bem todo
em cada uma.
O universo todo em cada uma
no curto espaço de ver o que há e o que não há
de sentir e viver
de sentir e morrer,

















sábado, 20 de setembro de 2014

Motivos.



Miudezas que permitem fé e são tantas e a falta delas e as voltas que não param de estontear, crentes e descrentes, todos iguais na distância certa, amorfos ou diferentes, certos na mesma lógica que os faz errados buracos de entreter em cada cabeça, em cada universo vazio.

Mutações de jekill e hide no espaço restrito, dos sonhos todos, das ilusões todas, dos pesadelos que se acumulam dentro, no vazio das lentes todas, das imagens todas, das lentes de as ter dentro,

A volúpia de um fecho constante, o fecho que se enrola em cada entender pouco, em cada devaneio de cada sonho que se prende, farto das vastidões de as não ter,

Motivos que se enrolam na fervura dos temperos todos, num jogo de nada e de tudo. Enrolados devaneios breves, acabados em cada sensação, breves e sempre diferentes, na igualdade que a todos une.

Cortam-se as distâncias e os extremos equidistantes na mesma se repelem. Ideias ideais que se afogam iguais, no tempo que a todos guarda e a todos larga, vazio de sensações, vazio de crenças e emoções, vazio para que nele caibam, os sonhos e os pesadelos todos, os extremos em cada cabeça que sonha e pensa.








terça-feira, 9 de setembro de 2014

MAL


19 anos e só mostra os olhos, suficientes para o pai que a reconhece e não se identifica, vergonha de nunca entender este vazio entre seres, estas verdades que se multiplicam e se unem como cores que borram o que tocam, peões, joguetes de um poder destrutivo, que busca razões na falta delas, que vive de morte, que se alimenta dela e adora ser Horror.
Olhos lindos o resto não interessa, a fé que permite saber o que vive e o que morre, cobre um rosto de dezanove anos, de sudários negros, que nunca serão tão negros como o caminho que escolheu.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

INICIO


No início houve um parto, vida que já havia, libertada ao tempo, aos retalhos de sentir e viver.
Os limites de sentir encerram-se no sentir de cada um. O mal e o bem unem-se em cada cabeça e dela brotam no sentir de cada uma, retalhos de esperança e desespero, amor e ódio, partem de recantos de vida, funda, dentro, escondida.
Biliões de correntes interrompidas, cortadas, retomadas como prisões de escolhas sem fim, caminhos que divergem dentro, para os cantos todos dentro. Bolhas como fé que estoura carnavais sempre certos, para quem os estoura.
Teimo a dúvida constante que me permite teimar constantemente, temo os certos, os sem falhas, os ideais que caminham nos extremos, que se tocam e se repelem.
Do primeiro vagido ao ultimo suspiro, cantam-se piadas, risos e choros e as correntes dentro batem fora, nos sentidos certos de cada um.
Caminhos tão diferentes, curtos ou longos, todos acabam.
Um novo degolado, um novo morto e este horror repetido de sentir verdade, de sentir fé no maldito executor.
Sentir os retalhos de cada jogo e nunca o entender.
A verdade da vida aos pedaços, desfeita como areia que o vento leva e o tempo come.










terça-feira, 26 de agosto de 2014

Desenrolar.

Linhas que se desenrolam
sentimentos que se cruzam
momentos que passam
e se enrolam, na rodilha do tempo.

Estou a reler o "Elogio da Loucura"
tentando o regresso à loucura da primeira vez
das primeiras linhas enrodilhadas
de serem  muitas.

Desenrolar linhas
de haver sempre uma
primeira vez
para cada uma

para tudo, os sentidos todos e a falta deles
aparente
no sentir de todos,
de tudo
de loucos, de razões
de juízo insano
este desenrolar de sensações.

Erasmo e More, juízo e utopia
ideias degoladas
ideais decapitados
em todo o lado, o tempo todo
o bom e o mau como marcos de sentir
da folha branca que se desenrola
o alongar de cada linha, de cada cruz
de cada acabar.