Apresentado quatro vezes e de cada uma ficou a sensação, de um novo livro, com a mesma capa o mesmo conteúdo, mas diferente nos rostos que se repetiram, nos que surgiram e deram brilho ao que já não é meu. O entender que se reproduz, como ondas suaves, sensações que se afogam, sensações que se erguem ao encontro de um entendimento, de unir pontos como pontes, reflexos de sentir e pensar, de ver dentro, o que se vislumbra fora e se encaixa dentro.
Perguntas ao silêncio, respostas quietas, de haver sempre vida, que por elas pergunta e logo por elas responde, gaguejando sensação por sensação, o tremer de sentir, o espasmo de viver...
domingo, 1 de junho de 2014
Linhas
Linhas longas
prolongadas no feitio que as desfaz,
longas de serem sempre tão curtas,
no fim de cada uma.
Linhas paralelas
que deixam de o ser,
prolongadas no cair mal,
no assentar bem.
Feitio que se multiplica
em cada linha de rasgar papel
de deslizar suave e fino
e logo grosso e pesado
num suor de linhas pensadas
longas e enroladas
curtas enrodilhadas.
Espaço e linhas que se unem confusas
de serem tão iguais
para que nenhuma o seja.
prolongadas no feitio que as desfaz,
longas de serem sempre tão curtas,
no fim de cada uma.
Linhas paralelas
que deixam de o ser,
prolongadas no cair mal,
no assentar bem.
Feitio que se multiplica
em cada linha de rasgar papel
de deslizar suave e fino
e logo grosso e pesado
num suor de linhas pensadas
longas e enroladas
curtas enrodilhadas.
Espaço e linhas que se unem confusas
de serem tão iguais
para que nenhuma o seja.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Sempre.
Ondas de rolar sensações
infinitos que se perdem
do fim que os encontra sempre.
Mosaicos que se encaixam diferentes
que se pisam, que se olham nas paredes
sempre iguais sempre diferentes.
Respirar, rolar sensações
entre e ter, os mundos dentro
os mundos fora, as decisões.
Momentos que se retardam sempre
na mesma surgem de cada infinito contido
sempre, em cada cabeça, sempre.
Mundos de igualdades todos diferentes
mundos de olhar, de olhar sempre
este pintar de vidros transparentes.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Na FNAC do Marshoping.
No proximo dia 29 de Maio, vai de novo ser apresentado o "Negro Luminoso", o meu segundo livro editado, no espaço da Fnac do Marshoping.
A EDITA-ME vai fazer a apresentação e eu só espero por muitos rostos conhecidos, desconhecidos e atentos.
A EDITA-ME vai fazer a apresentação e eu só espero por muitos rostos conhecidos, desconhecidos e atentos.
domingo, 18 de maio de 2014
Dopy gato lindo.
Na Escola" Abel Salazar" falei de poesia, de entendimento, de visões sempre diferentes em cada olhar de dentro, em cada poema, de os ter na mão, de os ter na cabeça.
Dopy gato lindo, poema peludo e meigo, morria e eu falava com adolescentes receptivos, interessados e atentos, miudezas e tempo e 11 anos de gato enorme, de o ter na cabeça, de o ter no coração, tanto tempo que é sempre pouco, sempre curto na hora de perder.
Fazia parte do meu mundo, que muda sempre veloz, crises e tolices ronronadas, o meu Luís morto e depois ainda vivo e o conforto peludo e o focinho meigo que agradecia cada afago. Fazia parte da minha gaiola e deixou vazio o canto de o ter lá.
Poesia das miudezas prolongadas, no tempo, no espaço de estar vivo.
Dopy gato lindo, poema peludo e meigo, morria e eu falava com adolescentes receptivos, interessados e atentos, miudezas e tempo e 11 anos de gato enorme, de o ter na cabeça, de o ter no coração, tanto tempo que é sempre pouco, sempre curto na hora de perder.
Fazia parte do meu mundo, que muda sempre veloz, crises e tolices ronronadas, o meu Luís morto e depois ainda vivo e o conforto peludo e o focinho meigo que agradecia cada afago. Fazia parte da minha gaiola e deixou vazio o canto de o ter lá.
Poesia das miudezas prolongadas, no tempo, no espaço de estar vivo.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Entender dentro.
Quem ouve no que entende
fala
quem lê no que entende
escreve
e as imagens estão sempre vivas
de serem vistas por vivos
somente.
Silêncio
Cartazes de procurar sempre
imagens vivas
encontros curtos
cruzar de linhas
e entender dentro
o falar
o escrever
e viver dentro.
O silêncio, o vazio de os ter ausentes.
Dentro e o Universo e os pedaços
que as facas do tempo vão cortando
imparciais, data a data
recortadas.
O silêncio antes, o silêncio depois
e os sons entretanto
das esperanças todas
de valer sempre a pena
este sentir de instantes
este acabar constante.
fala
quem lê no que entende
escreve
e as imagens estão sempre vivas
de serem vistas por vivos
somente.
Silêncio
Cartazes de procurar sempre
imagens vivas
encontros curtos
cruzar de linhas
e entender dentro
o falar
o escrever
e viver dentro.
O silêncio, o vazio de os ter ausentes.
Dentro e o Universo e os pedaços
que as facas do tempo vão cortando
imparciais, data a data
recortadas.
O silêncio antes, o silêncio depois
e os sons entretanto
das esperanças todas
de valer sempre a pena
este sentir de instantes
este acabar constante.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Abel Salazar
Na Escola Secundária" Abel Salazar" a 16 de Maio pelas 10.30 com a Edita-me numa nova apresentação do " Negro Luminoso".
No" 30 minutos jardineiro poeta" as melhores imagens, as palavras preservadas, são desta Escola que me acolhe, numa sempre nova apresentação do meu segundo livro.
Na FNAC encontram-se os dois livros" Actos Necessários" Chiado, que eu sempre considerei bom e no qual me apresento" Nasci a 29 de Setembro de 1958. Aos dezasseis anos sonhei que poderia escrever bem. Rasguei o que ia fazendo até 1986. São desse ano os primeiros textos deste livro".
O segundo "Negro Luminoso" pela Edita-me, que talvez, nem pelos que aguardam a sua vez, de serem publicados, venha a ser superado no sentir, no viver, no negro vivo que só exige o entender de sentir.
Na Abel Salazar a 16 de Maio.
No" 30 minutos jardineiro poeta" as melhores imagens, as palavras preservadas, são desta Escola que me acolhe, numa sempre nova apresentação do meu segundo livro.
Na FNAC encontram-se os dois livros" Actos Necessários" Chiado, que eu sempre considerei bom e no qual me apresento" Nasci a 29 de Setembro de 1958. Aos dezasseis anos sonhei que poderia escrever bem. Rasguei o que ia fazendo até 1986. São desse ano os primeiros textos deste livro".
O segundo "Negro Luminoso" pela Edita-me, que talvez, nem pelos que aguardam a sua vez, de serem publicados, venha a ser superado no sentir, no viver, no negro vivo que só exige o entender de sentir.
Na Abel Salazar a 16 de Maio.
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