Quem ouve no que entende
fala
quem lê no que entende
escreve
e as imagens estão sempre vivas
de serem vistas por vivos
somente.
Silêncio
Cartazes de procurar sempre
imagens vivas
encontros curtos
cruzar de linhas
e entender dentro
o falar
o escrever
e viver dentro.
O silêncio, o vazio de os ter ausentes.
Dentro e o Universo e os pedaços
que as facas do tempo vão cortando
imparciais, data a data
recortadas.
O silêncio antes, o silêncio depois
e os sons entretanto
das esperanças todas
de valer sempre a pena
este sentir de instantes
este acabar constante.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Abel Salazar
Na Escola Secundária" Abel Salazar" a 16 de Maio pelas 10.30 com a Edita-me numa nova apresentação do " Negro Luminoso".
No" 30 minutos jardineiro poeta" as melhores imagens, as palavras preservadas, são desta Escola que me acolhe, numa sempre nova apresentação do meu segundo livro.
Na FNAC encontram-se os dois livros" Actos Necessários" Chiado, que eu sempre considerei bom e no qual me apresento" Nasci a 29 de Setembro de 1958. Aos dezasseis anos sonhei que poderia escrever bem. Rasguei o que ia fazendo até 1986. São desse ano os primeiros textos deste livro".
O segundo "Negro Luminoso" pela Edita-me, que talvez, nem pelos que aguardam a sua vez, de serem publicados, venha a ser superado no sentir, no viver, no negro vivo que só exige o entender de sentir.
Na Abel Salazar a 16 de Maio.
No" 30 minutos jardineiro poeta" as melhores imagens, as palavras preservadas, são desta Escola que me acolhe, numa sempre nova apresentação do meu segundo livro.
Na FNAC encontram-se os dois livros" Actos Necessários" Chiado, que eu sempre considerei bom e no qual me apresento" Nasci a 29 de Setembro de 1958. Aos dezasseis anos sonhei que poderia escrever bem. Rasguei o que ia fazendo até 1986. São desse ano os primeiros textos deste livro".
O segundo "Negro Luminoso" pela Edita-me, que talvez, nem pelos que aguardam a sua vez, de serem publicados, venha a ser superado no sentir, no viver, no negro vivo que só exige o entender de sentir.
Na Abel Salazar a 16 de Maio.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Regras simples.
Começar, recomeço
iniciar
a partilha de um jogo de regras simples
que se fazem doces
no que complicam
de regras que o tempo arredonda
que partem deixando-se repartir
pelas, pelas
miudezas
pelas pequenas miudezas
que o tempo divide sempre
pedacinho a pedacinho, arredondado
saboroso, emprestado.
Pontos que divergem, pequenos pontos que se afastam
longos e vastos
e afastados
de não haver ponto
que una os pontos que se afastam.
Começar de novo ou renovar
as regras simples de um jogo partilhado
por tantas miudezas doces
por tantas regras que o tempo faz
e desfaz e complica.
Iniciar os instantes
todos
de serem os primeiros sempre
primeiros dados
ou emprestados sempre
ao lamber do tempo
que os come sempre.
Simples
e a doçura de complicar tudo!
Simples.
iniciar
a partilha de um jogo de regras simples
que se fazem doces
no que complicam
de regras que o tempo arredonda
que partem deixando-se repartir
pelas, pelas
miudezas
pelas pequenas miudezas
que o tempo divide sempre
pedacinho a pedacinho, arredondado
saboroso, emprestado.
Pontos que divergem, pequenos pontos que se afastam
longos e vastos
e afastados
de não haver ponto
que una os pontos que se afastam.
Começar de novo ou renovar
as regras simples de um jogo partilhado
por tantas miudezas doces
por tantas regras que o tempo faz
e desfaz e complica.
Iniciar os instantes
todos
de serem os primeiros sempre
primeiros dados
ou emprestados sempre
ao lamber do tempo
que os come sempre.
Simples
e a doçura de complicar tudo!
Simples.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Esforço.
Tarefas do dia.
Primeiro
não fazer nada
depois
nada fazer
num esforço seguido
de um primeiro
de um segundo
sossego conseguido
pouco
mas tentado
esforçado
perdido.
Um, dois e depois
um
dois e depois
um esforço mais
e nada parece tudo
no que há
no que basta
no que anoitece
belo
sossegado.
Primeiro
não fazer nada
depois
nada fazer
num esforço seguido
de um primeiro
de um segundo
sossego conseguido
pouco
mas tentado
esforçado
perdido.
Um, dois e depois
um
dois e depois
um esforço mais
e nada parece tudo
no que há
no que basta
no que anoitece
belo
sossegado.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Consequências.
O mal não existe
e o bem logo o segue.
Existem cabeças e por pouco tempo
pensamentos e consequências.
Nada existe
e tudo na mesma
nas imagens corridas que o espelho não grava
e contudo se guardam.
O bem não existe
e o mal espirra resfriados inexistentes.
e o bem logo o segue.
Existem cabeças e por pouco tempo
pensamentos e consequências.
Nada existe
e tudo na mesma
nas imagens corridas que o espelho não grava
e contudo se guardam.
O bem não existe
e o mal espirra resfriados inexistentes.
domingo, 30 de março de 2014
Negro Luminoso
No Domingo 23 foi colocado à venda na FNAC do Marshoping este meu livro que a EDITA-ME publicou.
Neste blog aparecem muitos dos textos nele contidos em 4" Circulos que se estreitam, Vastidão que se encerra" ou no que dá o titulo ao livro 5" Negro Luminoso".
A primeira mensagem neste blog explica um pouco das motivações, que me giram e me enrolam.
Um pequeno filme produzido pela RTP, pode ser visto em "30 minutos jardineiro poeta"
Boa leitura.
Neste blog aparecem muitos dos textos nele contidos em 4" Circulos que se estreitam, Vastidão que se encerra" ou no que dá o titulo ao livro 5" Negro Luminoso".
A primeira mensagem neste blog explica um pouco das motivações, que me giram e me enrolam.
Um pequeno filme produzido pela RTP, pode ser visto em "30 minutos jardineiro poeta"
Boa leitura.
Todos iguais.
A verdade de hoje é a mentira de amanhã.
Nada se consegue isento
tudo se resume a um apanhado de tendências
neste agarrar de miudezas
de não haver uma que seja igual
no escorrer, no sentir rios sentidos
escorrendo diferentes em cada gota.
A mentira de hoje é a verdade de amanhã.
Todos diferentes de serem somente iguais
de maneira diferente
neste amontoar que forma mundos
de gente.
Entro no Metro em hora de ponta
inundo os olhos de gente sem forma.
Depois
ressaltam
em cada olhar
e ganham forma, picos e tiques
e cor
no rolar do tempo, sincopado
barulhento.
Verdadeiro
o tempo ou as páginas de mentiras acumuladas
verdades folha a folha
nos que sentem
nos que mentem
a verdade do tempo
o tempo como verdade.
Hoje, pequenas miserias, pescam vazios
ontem, pequenas miserias, encheram vazios.
Longe e alheado tudo parece igual
perto e atento tudo parece diferente.
Quem escolhe as distâncias
as linhas de ser verdade, de ser mentira?
o esbater do concreto em cada vida.
De quantas mentiras se faz uma verdade
de quantas verdades se consegue a mentira no fim.
Nada se consegue isento
tudo se resume a um apanhado de tendências
neste agarrar de miudezas
de não haver uma que seja igual
no escorrer, no sentir rios sentidos
escorrendo diferentes em cada gota.
A mentira de hoje é a verdade de amanhã.
Todos diferentes de serem somente iguais
de maneira diferente
neste amontoar que forma mundos
de gente.
Entro no Metro em hora de ponta
inundo os olhos de gente sem forma.
Depois
ressaltam
em cada olhar
e ganham forma, picos e tiques
e cor
no rolar do tempo, sincopado
barulhento.
Verdadeiro
o tempo ou as páginas de mentiras acumuladas
verdades folha a folha
nos que sentem
nos que mentem
a verdade do tempo
o tempo como verdade.
Hoje, pequenas miserias, pescam vazios
ontem, pequenas miserias, encheram vazios.
Longe e alheado tudo parece igual
perto e atento tudo parece diferente.
Quem escolhe as distâncias
as linhas de ser verdade, de ser mentira?
o esbater do concreto em cada vida.
De quantas mentiras se faz uma verdade
de quantas verdades se consegue a mentira no fim.
Subscrever:
Mensagens (Atom)