De 2008 e 2009.
O meu segundo livro de poesia, vai ser apresentado no dia 13 de Dezembro pelas 18 horas na Biblioteca Municipal de Matosinhos "Florbela Espanca".
A Edita-me aceitou publicar o pouco antes e o depois do meu filho mais velho, bipolar que viu tudo tão negro, que quis partir. O que dele regressou, ilumina ainda agora, os momentos perdidos e reencontrados, o que não volta e o que há.
Jorge Manuel Domingues Gouveia Braga
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Amanhecer.
Amanhecer os dias todos
tardios pequenos
de serem bons todos
no sossego das coisas pequenas
amontoadas sem atrito.
A frescura do fundo amanhece nos sorrisos todos
de nem os ver.
A frescura no fundo amanhece no riso todo
de nem o haver.
A frescura como fundo de amanhecer presente
desembrulhado em cada fita
que amarra o que desenrola.
Amanhecer o presente dos momentos todos
ainda e sempre
enrolados momentos, rolados segundos
guardados.
O amanhecer dos dias todos
de os sentir entardecer
proveitosos amanhecidos.
tardios pequenos
de serem bons todos
no sossego das coisas pequenas
amontoadas sem atrito.
A frescura do fundo amanhece nos sorrisos todos
de nem os ver.
A frescura no fundo amanhece no riso todo
de nem o haver.
A frescura como fundo de amanhecer presente
desembrulhado em cada fita
que amarra o que desenrola.
Amanhecer o presente dos momentos todos
ainda e sempre
enrolados momentos, rolados segundos
guardados.
O amanhecer dos dias todos
de os sentir entardecer
proveitosos amanhecidos.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
16 Cristal.
6
As importâncias perdem-se
num instante
voam
na importância que tiveram
e depois parece que nunca
a houve
como se…
um hiato de sentimentos
arrastasse passos gagos
no quebrar do que era transparente
e opaco
se fez
em cada folha que tombou transparente
no erguer da resma
opaca.
sábado, 16 de novembro de 2013
O vaguear da disposição.
Agarrar nuances
gostos de não deixar marcas.
Spleen dos de hoje sem absinto
e sentir ou entender
dos momentos o falecer de cada um
e guardar as cores
na caixa de guardar nada.
Harmonia dos sons e das cores
antes, antes de os haver
antes de haver
momentos desenrolados
e silêncio de não haver, de não ouvir.
Miudezas em cada cor que o tempo impôs
e depois ficam como vagas paisagens, exposições de sons, ecos de imagens permanentes.
A cor dos momentos
o amanhecer de todos, o entardecer de todos.
gostos de não deixar marcas.
Spleen dos de hoje sem absinto
e sentir ou entender
dos momentos o falecer de cada um
e guardar as cores
na caixa de guardar nada.
Harmonia dos sons e das cores
antes, antes de os haver
antes de haver
momentos desenrolados
e silêncio de não haver, de não ouvir.
Miudezas em cada cor que o tempo impôs
e depois ficam como vagas paisagens, exposições de sons, ecos de imagens permanentes.
A cor dos momentos
o amanhecer de todos, o entardecer de todos.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
15 Medidas.
11
Hoje o Vítor passou o dia comigo
a trabalhar
e todo o dia trabalharam comigo as saudades
do irmão
enquanto oolhava os dois num só
e sentia um orgulho desmedido
de ser de ambos o pai.
Morrão aceso.
A pressão das anedotas contadas
para que não haja
o silêncio de pensar
devagar
no que é e de novo é
não se repetindo nunca
não se rindo nunca
das anedotas guardadas silenciosas
em cada correr de tempo
lento caído.
Morrido?
sábado, 9 de novembro de 2013
8 Precursos dos percursos.
51
Pouco se capta
quase nada se apanha
pouco
muito pouco se agarra
do que surge
para que possa ficar sempre
a sensação
do que não foi pensado
do que não ocorreu
e agora berra mudo
os berros vivos que não deu.
Hiatos de sentimentos
metas que sobram de nunca serem transpostas
buracos que ficam no que parecia resguardado.
Nada se guarda do que passa
tudo é válido porque tudo acaba
e o caminho é caminhar
enquanto dura o caminho.
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