Escrevo mais quando esfrego uma vassoura, passeando escadas entre manchas e riscos repetidos, melhorando de cada mancha, de cada risco, que persistem, o local, o sitio de cada um, arredados do restolho de todos os dias.
Fumos que nunca se agarram, cores que nem o tempo esbate e depois uma brisa leve como portas abertas a tudo leva, tudo leva já fumado e já sem cor.
Pausas de um tempo, de o haver todo, sentindo, não sentindo todo, o tempo curto de cada paragem, diluído e longo no escorrer dos dedos que se abrem e fecham, como ponteiros que rodam, a paragem de cada instante, o recomeço de cada nada, no erguer de tudo, o tempo todo.
Sentir os sentidos que sopram pequenas chamas, velas que se apagam, no escorrer dos instantes, no correr dos momentos e das pausas e dos sem elas, encerados e apagados.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
sábado, 7 de julho de 2012
Obrigado Joalsilva.
Flutuam os pensamentos, na terra que lhes permite correr, um pouco acima da poeira que os envolve, nublando preconceitos, ideias e caminhos, velhos de poeiras novas, novos de poeiras velhas. Flutuam amargos, madeiros como jangadas de transpor, sentidos e caminhos, poeiras que se vão e ainda regressam, ainda mais firmes, como dormir para regressar e sentir sempre a coerência de estar vivo, no estar.
Uma medalha nova, o quebrar do tempo em cada comentário e depois partir de novo, na descoberta do visível, de ser visto por fora e ter o dentro, as costuras que não explicam e o que sobra enrolado, desenrolado por espaços e poeiras, tocadas no silêncio de serem sempre diferentes, as costuras desenroladas como orações repetidas, de nunca o serem.
Uma medalha nova, o quebrar do tempo em cada comentário e depois partir de novo, na descoberta do visível, de ser visto por fora e ter o dentro, as costuras que não explicam e o que sobra enrolado, desenrolado por espaços e poeiras, tocadas no silêncio de serem sempre diferentes, as costuras desenroladas como orações repetidas, de nunca o serem.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Comentários do que há e não há.
Portugal no Europeu e a sensação de poder mais, ou de ser pouco este estrebuchar de palavras, das palavras que atropelam o vazio de pensar, desfeito, abstracto, liquefeito no deformar de imagens inexistentes. Soft ou hard, de sonhos, de janelas que se deitam fora, em cada virar de esquina, em cada esquerda, em cada direita, em cada finta conseguida, na falta dela?
O tempo sobra sempre, para pensar, que se pensa e os universos todos esvaziam tudo no debater de cada condenado, de o ser, de o sermos todos, o instante de um assobio, de uma falta, de uma paragem de para sempre, enquanto tudo segue, sem paragem, arredondando arestas em cada pontapé do tempo, em cada pensamento redondo de um tempo que, já, não lhe pertence.
Três anos feitos hoje, de o encontrar, de o ter ainda, de sentir que vivo ou de viver para sentir que o faço ainda, nuances como pêlos caídos ou unhas cortadas, importâncias de nada que dão valor a tudo.
Há e não há, sensação por sensação, momento de serem todos presentes, um a um os momentos, como presentes, saudades do mais novo ausente, do mais velho, do meu filho presente.
No fim da página o" sem comentários" parece tão negativo e tão vasto, preferia o " 0 comentários" que parecia delimitar o vazio, num circulo que o guardava e de vez em quando partia.
O tempo sobra sempre, para pensar, que se pensa e os universos todos esvaziam tudo no debater de cada condenado, de o ser, de o sermos todos, o instante de um assobio, de uma falta, de uma paragem de para sempre, enquanto tudo segue, sem paragem, arredondando arestas em cada pontapé do tempo, em cada pensamento redondo de um tempo que, já, não lhe pertence.
Três anos feitos hoje, de o encontrar, de o ter ainda, de sentir que vivo ou de viver para sentir que o faço ainda, nuances como pêlos caídos ou unhas cortadas, importâncias de nada que dão valor a tudo.
Há e não há, sensação por sensação, momento de serem todos presentes, um a um os momentos, como presentes, saudades do mais novo ausente, do mais velho, do meu filho presente.
No fim da página o" sem comentários" parece tão negativo e tão vasto, preferia o " 0 comentários" que parecia delimitar o vazio, num circulo que o guardava e de vez em quando partia.
domingo, 24 de junho de 2012
O quebrar do conhecido
Acontece e é quase natural esta necessidade de pontos finais, esticados e partidos, do peso ou da falta dele, desabados, tombados, partidos de paragens agora desconhecidas, num percurso de ainda ser feito, leve de uma carga renovada, em cada paragem, em cada hiato de parecer, que se quebram as pontes do conhecido, acumulado numa colecção de tempo, quebrado, momento a momento.
Vão ser três anos, a 3 de Julho, um abismo incoerente, de estar, de ser eu que o faço em cada instante, de querer entender caminhos de nunca os ter feito, culpas de as sentir todas, uma por uma em cada desculpa, encaixada fora do tempo e do espaço.
Breyvik está inocente, acredita no que fez e só uma crença, do tamanho de um universo negro, permite tanta canalhice, tanto gullag, tanto Lidice sur Glane, Orando em tapetes de bombas de tantos nucleares sentidos.
De serem gémeas caíram no mesmo dia e as razões todas, na poeira e nos mortos se perderam, as razões todas, dos lados todos, de não haver razões perfeitas, só Homens imperfeitos e culpas, culpas que já só servem de desculpas.
8 PRECURSOS DOS PERCURSOS
Vão ser três anos, a 3 de Julho, um abismo incoerente, de estar, de ser eu que o faço em cada instante, de querer entender caminhos de nunca os ter feito, culpas de as sentir todas, uma por uma em cada desculpa, encaixada fora do tempo e do espaço.
Breyvik está inocente, acredita no que fez e só uma crença, do tamanho de um universo negro, permite tanta canalhice, tanto gullag, tanto Lidice sur Glane, Orando em tapetes de bombas de tantos nucleares sentidos.
De serem gémeas caíram no mesmo dia e as razões todas, na poeira e nos mortos se perderam, as razões todas, dos lados todos, de não haver razões perfeitas, só Homens imperfeitos e culpas, culpas que já só servem de desculpas.
8 PRECURSOS DOS PERCURSOS
3
Cortei hoje do acer negundo
o galho em que o meu filho
se pendurou
e mais dois para equilibrar
a contenda exterior
porque da interior já os passos dados
se fizeram tão pesados,
tão repisados
que nada mos pode cortar.
Eu tenho dois filhos
é o presente que ainda me resta
um é novo e saudável
o outro novo é e está em coma.
sábado, 23 de junho de 2012
Riscos
O silêncio mantido dentro, quase quieto, lento, no apetite de não o romper, erguendo, subindo e quedando-se ainda.
Um pouco mais, de um silêncio dentro, no silêncio dentro, quieto, mantido em segredo, lento, no som de duas viagens paralelas.
Dentro e fora em velocidades diferentes e o som constante do silêncio, o ruído de estar e aprender a vida, vivendo-a, neste desaprender constante.
Estar preso por fios, finos fios, de só assim sentir, o aprender que se desprende, de cada segundo dentro, de cada segundo fora, como linhas riscadas, paralelas, viagens de linhas, de horizontes riscados nas migalhas, de infinito e perfeito prolongadas.
Do que apanho incompleto se faz o que arrasto sempre, de completo, em cada risco, de tempo, em cada pedaço que se espalha, de nunca se apanhar, de nada tudo.
Circulo de arestas arredondadas como um bolo de migalhas, espalhadas, que ninguém apanha
riscos de uma cabeça, que não se entendem mas existem, como riscos de preencher espaço, longos e largos, curtos e estreitos, como se a função deles fosse essa, só essa, riscos de ocupar, como pensamento riscado, de momento e espaço
riscos de Robinson gravados, tempo entalhado e no tempo apagado, risco a risco, no perdurar de alguns, no acabar de todos, incompletos de se completarem
Um pouco mais, de um silêncio dentro, no silêncio dentro, quieto, mantido em segredo, lento, no som de duas viagens paralelas.
Dentro e fora em velocidades diferentes e o som constante do silêncio, o ruído de estar e aprender a vida, vivendo-a, neste desaprender constante.
Estar preso por fios, finos fios, de só assim sentir, o aprender que se desprende, de cada segundo dentro, de cada segundo fora, como linhas riscadas, paralelas, viagens de linhas, de horizontes riscados nas migalhas, de infinito e perfeito prolongadas.
Do que apanho incompleto se faz o que arrasto sempre, de completo, em cada risco, de tempo, em cada pedaço que se espalha, de nunca se apanhar, de nada tudo.
Circulo de arestas arredondadas como um bolo de migalhas, espalhadas, que ninguém apanha
riscos de uma cabeça, que não se entendem mas existem, como riscos de preencher espaço, longos e largos, curtos e estreitos, como se a função deles fosse essa, só essa, riscos de ocupar, como pensamento riscado, de momento e espaço
riscos de Robinson gravados, tempo entalhado e no tempo apagado, risco a risco, no perdurar de alguns, no acabar de todos, incompletos de se completarem
domingo, 10 de junho de 2012
Impressões
Concentram-se de um nada que existe, fazem-se tudo, mais a fasquia e o aperto, o desafogar gota por gota, de um oceano que se esmaga, esparrinhado e sempre fresco, de um espaço que por ele se esmaga.
Impressões, estudos, momentos, notas e desacordos, acordes anotados no erguer de mundos sempre pequenos, mesmo, quando parece imenso, o que brota da torneira gotejante de sentir. O impossível sempre possível, das mãos, dos limites de cada segundo finito de a todos tentar sentir, plenos, de um infinito que por eles passou, como corda desenrolada no atrito de tersido.
Dois rabiscos,ou três, ou quatro, ou nenhum como silêncio que marca os ruídos todos, tecidos nas melodias de ouvir o que já se acabou, repercutido num eco dos tímpanos, nas gotas entupidas de ainda correrem, de um lago vazio para o vazio de um lado vazio de ainda estar vivo. Impressões, teatros e vida, máscaras que enfeitam o visual de estar, de ser, gotejantes de segundos que agarram como seus o ter e o tersido, os componentes todos, as avarias todas, entupidas de estarem vivas em cada risco, em cada esgar, de ter, deter, de ter sido.
Impressões, estudos, momentos, notas e desacordos, acordes anotados no erguer de mundos sempre pequenos, mesmo, quando parece imenso, o que brota da torneira gotejante de sentir. O impossível sempre possível, das mãos, dos limites de cada segundo finito de a todos tentar sentir, plenos, de um infinito que por eles passou, como corda desenrolada no atrito de tersido.
Dois rabiscos,ou três, ou quatro, ou nenhum como silêncio que marca os ruídos todos, tecidos nas melodias de ouvir o que já se acabou, repercutido num eco dos tímpanos, nas gotas entupidas de ainda correrem, de um lago vazio para o vazio de um lado vazio de ainda estar vivo. Impressões, teatros e vida, máscaras que enfeitam o visual de estar, de ser, gotejantes de segundos que agarram como seus o ter e o tersido, os componentes todos, as avarias todas, entupidas de estarem vivas em cada risco, em cada esgar, de ter, deter, de ter sido.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Tocam sinos
Tocam sinos e pequenas sinetas marcando o erguer dos pés e o coração que bate espantado, de o fazer ainda em cada toque de uma sineta baixa, de cabeça erguida, às tormentas pequenas de copos quase vazios, de estarem tão cheios de afogadas tormentas, medidas e desmedidas, distantes e tão próximas, pequenas e tão grandes, de os ouvir a todos, vibrando sempre como se a cabeça fosse um mundo, de o guardar sempre, em cada som em cada vibração, de serem enormes, os sons de os ouvir meus, imensos, na pequenez de tudo.
13 Pontos de vista
13 Pontos de vista
3
Constantes perpassam as ilusões de estar vivo
e de olhos fechados tudo tem a razão
de um cansaço que nada pergunta.
Constantes perpassam as desilusões de estar vivo
e de olhos abertos tudo ganha a razão
de um cansaço sem respostas.
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