O silêncio mantido dentro, quase quieto, lento, no apetite de não o romper, erguendo, subindo e quedando-se ainda.
Um pouco mais, de um silêncio dentro, no silêncio dentro, quieto, mantido em segredo, lento, no som de duas viagens paralelas.
Dentro e fora em velocidades diferentes e o som constante do silêncio, o ruído de estar e aprender a vida, vivendo-a, neste desaprender constante.
Estar preso por fios, finos fios, de só assim sentir, o aprender que se desprende, de cada segundo dentro, de cada segundo fora, como linhas riscadas, paralelas, viagens de linhas, de horizontes riscados nas migalhas, de infinito e perfeito prolongadas.
Do que apanho incompleto se faz o que arrasto sempre, de completo, em cada risco, de tempo, em cada pedaço que se espalha, de nunca se apanhar, de nada tudo.
Circulo de arestas arredondadas como um bolo de migalhas, espalhadas, que ninguém apanha
riscos de uma cabeça, que não se entendem mas existem, como riscos de preencher espaço, longos e largos, curtos e estreitos, como se a função deles fosse essa, só essa, riscos de ocupar, como pensamento riscado, de momento e espaço
riscos de Robinson gravados, tempo entalhado e no tempo apagado, risco a risco, no perdurar de alguns, no acabar de todos, incompletos de se completarem
sábado, 23 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Impressões
Concentram-se de um nada que existe, fazem-se tudo, mais a fasquia e o aperto, o desafogar gota por gota, de um oceano que se esmaga, esparrinhado e sempre fresco, de um espaço que por ele se esmaga.
Impressões, estudos, momentos, notas e desacordos, acordes anotados no erguer de mundos sempre pequenos, mesmo, quando parece imenso, o que brota da torneira gotejante de sentir. O impossível sempre possível, das mãos, dos limites de cada segundo finito de a todos tentar sentir, plenos, de um infinito que por eles passou, como corda desenrolada no atrito de tersido.
Dois rabiscos,ou três, ou quatro, ou nenhum como silêncio que marca os ruídos todos, tecidos nas melodias de ouvir o que já se acabou, repercutido num eco dos tímpanos, nas gotas entupidas de ainda correrem, de um lago vazio para o vazio de um lado vazio de ainda estar vivo. Impressões, teatros e vida, máscaras que enfeitam o visual de estar, de ser, gotejantes de segundos que agarram como seus o ter e o tersido, os componentes todos, as avarias todas, entupidas de estarem vivas em cada risco, em cada esgar, de ter, deter, de ter sido.
Impressões, estudos, momentos, notas e desacordos, acordes anotados no erguer de mundos sempre pequenos, mesmo, quando parece imenso, o que brota da torneira gotejante de sentir. O impossível sempre possível, das mãos, dos limites de cada segundo finito de a todos tentar sentir, plenos, de um infinito que por eles passou, como corda desenrolada no atrito de tersido.
Dois rabiscos,ou três, ou quatro, ou nenhum como silêncio que marca os ruídos todos, tecidos nas melodias de ouvir o que já se acabou, repercutido num eco dos tímpanos, nas gotas entupidas de ainda correrem, de um lago vazio para o vazio de um lado vazio de ainda estar vivo. Impressões, teatros e vida, máscaras que enfeitam o visual de estar, de ser, gotejantes de segundos que agarram como seus o ter e o tersido, os componentes todos, as avarias todas, entupidas de estarem vivas em cada risco, em cada esgar, de ter, deter, de ter sido.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Tocam sinos
Tocam sinos e pequenas sinetas marcando o erguer dos pés e o coração que bate espantado, de o fazer ainda em cada toque de uma sineta baixa, de cabeça erguida, às tormentas pequenas de copos quase vazios, de estarem tão cheios de afogadas tormentas, medidas e desmedidas, distantes e tão próximas, pequenas e tão grandes, de os ouvir a todos, vibrando sempre como se a cabeça fosse um mundo, de o guardar sempre, em cada som em cada vibração, de serem enormes, os sons de os ouvir meus, imensos, na pequenez de tudo.
13 Pontos de vista
13 Pontos de vista
3
Constantes perpassam as ilusões de estar vivo
e de olhos fechados tudo tem a razão
de um cansaço que nada pergunta.
Constantes perpassam as desilusões de estar vivo
e de olhos abertos tudo ganha a razão
de um cansaço sem respostas.
domingo, 3 de junho de 2012
O Nascer das Imagens
Em cada nascer, erguem-se imagens como um puzzle, das possibilidades todas, misturadas mas todas. Depois somam-se as peças, dias e disposições, meses e perdas, anos falecidos e há momentos em que as imagens parecem trocadas, todas, fora do sítio todas, encaixadas de terem sido forçadas.
Momentos também há, de haver luz para o certo e para o errado, horizonte de imagens fugidas de uma perfeição que o sonho pareceu ter. Depois escorrem os tempos de um tanque para outro, sobram, negras e brancas peças, que escorrem e se encaixam de não serem estanques os momentos.
Olho a paisagem quieta de o ter sossegado, não é o que foi, é o que tenho, encaixado numa sorte de ainda estar vivo. Vinte e cinco anos e não falta muito para que se façam três anos, de estar diferente, o meu filho que agora não é bipolar. Aonde encaixam as peças negras de parecerem todas iguais?
Em nenhum lado, ficam no que calha de dias que correm mundos, encalham e assim encaixam, aceites e escondidas de se fazerem tão sagradas, que tudo é sitio tudo é templo de fingir sossegos de não os ter.
Imagens como palavras que correm, musica das imagens todas, amarradas aos sons todos, ao silêncio impossível, ao tempo que se alonga em venturas e desventuras, o tempo todo venturoso, enorme em cada suspiro de haver vidas, que nem isso parecem ter sido,
mas viveram.
Momentos também há, de haver luz para o certo e para o errado, horizonte de imagens fugidas de uma perfeição que o sonho pareceu ter. Depois escorrem os tempos de um tanque para outro, sobram, negras e brancas peças, que escorrem e se encaixam de não serem estanques os momentos.
Olho a paisagem quieta de o ter sossegado, não é o que foi, é o que tenho, encaixado numa sorte de ainda estar vivo. Vinte e cinco anos e não falta muito para que se façam três anos, de estar diferente, o meu filho que agora não é bipolar. Aonde encaixam as peças negras de parecerem todas iguais?
Em nenhum lado, ficam no que calha de dias que correm mundos, encalham e assim encaixam, aceites e escondidas de se fazerem tão sagradas, que tudo é sitio tudo é templo de fingir sossegos de não os ter.
Imagens como palavras que correm, musica das imagens todas, amarradas aos sons todos, ao silêncio impossível, ao tempo que se alonga em venturas e desventuras, o tempo todo venturoso, enorme em cada suspiro de haver vidas, que nem isso parecem ter sido,
mas viveram.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Acabar
Invernos como infernos que se acabam, de tudo se acabar.
Primaveras sucessivas, ressuscitadas, molhadas ou secas, ano após ano, miudezas que se acumulam, grandes como dias estacionados, insensatos e sensatos e o tempo passa, os passos diluem-se direitos, pequenos, no aguardar do melhor, do mais perfeito, no há-de vir, no acabar de ainda haver um recomeço por ceifar ainda, quente, quente de olhar e não ver dos dias que passam, o perfeito de cada um, passados um a um como presentes constantes.
Unidades de tempo, referências permanentes, vagas, vazios de encher e de vazar, miudezas que o são, sempre, e não parecem.
O centro do mundo numa Tabacaria, certo e desfeito, certo e refeito, desfasado de nada ser certo, num tempo que arredonda os idos e os vindos e tudo é tão real como ser e não ser.
Universos paralelos de razões, certas, certezas racionais flutuando num universo incerto, paralelo, como se a luz acabasse em cada espelho, que se lava de uma sujidade que o tempo lava sempre.
O que dói, quase o esqueço nesta busca baldada, do lado que mais quero, do lado certo, do real que já tenho, engolido a seco, de o ser por pouco tempo, de ser o que encontro e o que perco sem pena, de já ter nascido depenado.
Quantos são os graus da bebedeira de estar vivo? Quantas voltas se ganham para entontecer, a tontura de nascer?
A Tabacaria como centro, referência que permite o regresso, das viagens por tudo e por nada. Musas e carroças que todos podem e o Esteves certo e real, no fim de uma volta que se retoma, de ser sempre nova, a volta.
Escrever para sentir, ou sentir para escrever. As coisas não param e as sensações contam sempre, as primeiras quase sempre, como definitivas, depois vem o sumo de pensar, de tentar, de repetir, o arrastado sentir de cardumes vazios e as volutas de fumo preenchem espaços, tonteiras e devaneios de estar por aqui, ainda, no sitio de não haver outro e o coração compra, os momentos todos e aguenta.
Das pedras de Guimarães, à menina que centrou a Tabacaria, tanto, no seu centro, que segundos, que pedaços, que miudezas se perdem, em cada ganho de tentar entender, de cada segundo, o que se respira e não se entende?
Klee vive ainda, ou sempre, nos borrões mais feios, nas aguarelas escorridas, no sonho de entender o sonho, sempre, quando o sonho, escorrido, prolongado no ser de todos o borrão de ninguém, que todos podem sentir................................................................................
Primaveras sucessivas, ressuscitadas, molhadas ou secas, ano após ano, miudezas que se acumulam, grandes como dias estacionados, insensatos e sensatos e o tempo passa, os passos diluem-se direitos, pequenos, no aguardar do melhor, do mais perfeito, no há-de vir, no acabar de ainda haver um recomeço por ceifar ainda, quente, quente de olhar e não ver dos dias que passam, o perfeito de cada um, passados um a um como presentes constantes.
Unidades de tempo, referências permanentes, vagas, vazios de encher e de vazar, miudezas que o são, sempre, e não parecem.
O centro do mundo numa Tabacaria, certo e desfeito, certo e refeito, desfasado de nada ser certo, num tempo que arredonda os idos e os vindos e tudo é tão real como ser e não ser.
Universos paralelos de razões, certas, certezas racionais flutuando num universo incerto, paralelo, como se a luz acabasse em cada espelho, que se lava de uma sujidade que o tempo lava sempre.
O que dói, quase o esqueço nesta busca baldada, do lado que mais quero, do lado certo, do real que já tenho, engolido a seco, de o ser por pouco tempo, de ser o que encontro e o que perco sem pena, de já ter nascido depenado.
Quantos são os graus da bebedeira de estar vivo? Quantas voltas se ganham para entontecer, a tontura de nascer?
A Tabacaria como centro, referência que permite o regresso, das viagens por tudo e por nada. Musas e carroças que todos podem e o Esteves certo e real, no fim de uma volta que se retoma, de ser sempre nova, a volta.
Escrever para sentir, ou sentir para escrever. As coisas não param e as sensações contam sempre, as primeiras quase sempre, como definitivas, depois vem o sumo de pensar, de tentar, de repetir, o arrastado sentir de cardumes vazios e as volutas de fumo preenchem espaços, tonteiras e devaneios de estar por aqui, ainda, no sitio de não haver outro e o coração compra, os momentos todos e aguenta.
Das pedras de Guimarães, à menina que centrou a Tabacaria, tanto, no seu centro, que segundos, que pedaços, que miudezas se perdem, em cada ganho de tentar entender, de cada segundo, o que se respira e não se entende?
Klee vive ainda, ou sempre, nos borrões mais feios, nas aguarelas escorridas, no sonho de entender o sonho, sempre, quando o sonho, escorrido, prolongado no ser de todos o borrão de ninguém, que todos podem sentir................................................................................
sábado, 26 de maio de 2012
Paredes de Guimarães
Paredes sem telhado, lembranças de calores idos, erguidas como lápides de um tempo mais morto, que os mortos desse tempo, glorias de fogachos, nas marcas incrustadas nas muralhas ainda erguidas. Berço de embalo nenhum, Portugal dali começou, inchou grandioso, encolheu democratico e livre, de poder gastar tudo hoje e pagar no amanhã, que vem sempre longe.
As casas de outrora, que rodeavam as muralhas, são agora jardins desfeitos e refeitos, sempre fora do prazo.
8 Precursos dos percursos
As casas de outrora, que rodeavam as muralhas, são agora jardins desfeitos e refeitos, sempre fora do prazo.
8 Precursos dos percursos
2
Foi como ter nascido colado a um edifício
e durante muito tempo
o Mundo foi a visão daquela pedra
que arranhava, lavrada num pico grosso
velha de muitas intempéries
e de tantas cores brilhantes
formadas rente aos olhos
como visão única.
O tempo e a consciência
foram descolando as visões
e devagar, muito devagar
permitiram a distância
e as pedras foram-se multiplicando
.
De inicio ainda as sentia distintas
mas pouco depois
já só pareciam
pedras iguais.
A visão da primeira parede foi maravilhosa
e criou a urgente necessidade das outras
que longamente foram apreciadas
na lentidão de um longo trajecto
na distância segura das visões
que pareciam certas
e rodeavam o centro
que parecia certo mas distante
na distância certa.
Depois veio o cansaço
e a vontade de pertencer.
Tentei encurtar a distância que se alongava
e encontrei portas,
muitas portas nas paredes todas
e das que não tinham a minha medida
às que estavam fora do tempo de as ter tido
nenhuma me servia e eu continuei andando
naquele vazio de andar em circulo
num desgaste de pedras interiores
incapaz até de encontrar a primeira visão
perdida
no sucessivo acumular
de pedras iguais.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Marcantes
As datas nas moedas que arrumo, velhas ou novas, velhas de estarem novas, sem uso, ressuscitam mortos, mesmo as novas de estarem velhas, mortos que a lupa parece ver, antes de ver e depois desfilam consentidos, neste entreter de moedas, coleccionando momentos, que se arrumam entretidos e lentos, de parecerem repetidos em cada retorno, datado, no seu circulo.
Foi antes de ou depois de, no acaso ou no momento que se prolonga ou fechou, como se fosse possível haver círculos estanques, nesta espiral que se ri, do que sobe, do que desce, do que pára estonteado, desta droga viciante, de estar vivo e recordar, ter lembranças como espinhos, cromos que parecem faltar sempre, de os ter, já, de nunca os ter.
Arrumar o que na cabeça parece livre, de circular de ponto a ponto, encerrado num vicio arrumado.
9 Analogias de tudo e de nada.
Foi antes de ou depois de, no acaso ou no momento que se prolonga ou fechou, como se fosse possível haver círculos estanques, nesta espiral que se ri, do que sobe, do que desce, do que pára estonteado, desta droga viciante, de estar vivo e recordar, ter lembranças como espinhos, cromos que parecem faltar sempre, de os ter, já, de nunca os ter.
Arrumar o que na cabeça parece livre, de circular de ponto a ponto, encerrado num vicio arrumado.
9 Analogias de tudo e de nada.
8
Procuro entender
o que não é
para entender
e cada vez entendo
com mais lucidez
o que não entendo
porque há razões
que funcionam sem razão
e há lógicas que se impõem
de nunca a terem tido
e no concreto palpável
irrompem
repletas de razão
trasbordantes de lógica
irrefutáveis e concretas.
Tex do que magoa e não se explica
Leiria do que dói
e connosco fica
Allen do que vai e tudo complica
tudo se aninha no centro
dos sentidos perdidos
perdido
sem senso no sentido
de nunca o ter tido.
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